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Márcio Chagas: Vencer o racismo é coisa rara

Jogadores e árbitro fazem protesto contra o racismo antes de Aston Villa x Sheffield United na Inglaterra - Shaun Botterill/Pool via REUTERS
Jogadores e árbitro fazem protesto contra o racismo antes de Aston Villa x Sheffield United na Inglaterra Imagem: Shaun Botterill/Pool via REUTERS
Márcio Chagas

Márcio Chagas

Márcio Chagas é ex-árbitro e foi comentarista de arbitragem do Grupo RBS no Rio Grande do Sul.

18/06/2020 04h00

Sabe aqueles jogos de futebol onde nenhuma das jogadas trabalhadas durante os treinamentos da semana dá certo?

Assim é o governo de Jair Messias Bolsonaro, um técnico sem nenhuma preparação para exercer o comando da seleção pentacampeã do Mundo.

Não bastasse a negligência das suas táticas ultrapassadas e autoritárias, não consegue defender e nem atacar de maneira ordenada, seu time está perdido em campo e o resultado é vexatório para quem comprou o ingresso mais caro para assistir o jogo, acessando o portão 17.

O novo coronavírus está goleando o governo, que não acha um jogador competente para atuar defendendo a população brasileira.

Já morreram mais de 45 mil brasileiros pelo Covid-19, e as sucessivas mudanças no Ministério da Saúde pioraram a situação, não ajudando a salvar vidas.

Os adversários percebem a fragilidade e inexperiência do treinador e vem com tudo cima, enquanto nossos jogadores, um a um, abandonam o time, não se sentindo respeitados ou prestigiados jogando aqui.

Tendo a oportunidade de voltar com uma tática melhor, a cada intervalo seus auxiliares técnicos não ajudam a mudar o placar catastrófico.

A última tática tentada foi iludir os jogadores e negar que o adversário joga pesado e de forma desleal.

Em reunião extraordinária com a maior entidade mundial de Direitos Humanos na sede da ONU, o desgoverno não demonstrou nenhuma solidariedade ou posicionamento favorável às propostas de combate ao racismo, um dos adversários mais cruéis da seleção brasileira, que nunca deu chances para o Brasil, se tornando invicto, imbatível.

Nossa seleção caminha para um vexame muito pior do que os 7 x 1 contra Alemanha na Copa do Mundo de 2014, e nosso técnico não demonstra interesse em estudar esse adversário, declarando a derrota antes mesmo do início do jogo, adotando um discurso que nega o problema.

No banco de reservas tem o Salles, que sempre tenta algumas jogadas "escondidas", não cumpre o que foi treinado, o instável Weintraub que xinga os torcedores quando é vaiado, e a Damares que não sabe jogar de azul.

Não há experiência para cumprir a função, compromisso com o time, e nenhum craque no banco para virar o jogo.

Do jeito que estamos, para mudar o resultado da partida é inevitável a substituição do treinador e de toda sua comissão técnica.

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