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Zaidan: Uma semifinal de primeira linha na Libertadores

Gerson, do Flamengo, dá um carrinho em Pepê, do Grêmio, em jogo do Brasileirão 2019 - Thiago Ribeiro/AGIF
Gerson, do Flamengo, dá um carrinho em Pepê, do Grêmio, em jogo do Brasileirão 2019 Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF
Claudio Zaidan

Claudio Zaidan é radialista há 44 anos. Em São Paulo, trabalhou nas rádios Jovem Pan e Trianon. Entrou na Rádio Bandeirantes em 1994, onde ficou por cinco anos. Voltou para Bandeirantes em 2001, onde atualmente é comentarista.

30/09/2019 12h00

O maior clássico argentino abrirá a semifinal da Libertadores. Amanhã (1º), River e Boca se enfrentarão no Monumental. Na quarta, em Porto Alegre, Grêmio e Flamengo começarão a disputa pela outra vaga na decisão. É grande a chance de o jogo na Arena do Grêmio ser espetacular.

Parece que Geromel só voltará à zaga gremista no segundo jogo, em 23 de outubro, no Maracanã; será uma surpresa se ele for relacionado para o embate desta quarta. David Braz deve ser mantido no time. Geromel é ótimo zagueiro e se entende muito bem com Kannemann, mas Braz tem experiência de sobra e deve dar conta do recado.

O que pode preocupar Renato é acertar a marcação nas laterais; se vacilar pelos lados, não conseguirá parar Arrascaeta, Gabriel e Bruno Henrique. Mas também o Grêmio é forte pelas pontas, principalmente, é claro, na esquerda, o canto preferencial de Everton. O problema mais difícil para Renato é não ter Jean Pyerre, que está contundido; talvez ele se recupere antes da segunda partida. Não há no elenco do Grêmio outro jogador com suas características.

É provável que Luan seja titular. Em 2017, o título do Grêmio na Libertadores teve muito a ver com Luan, que foi o melhor da competição. Desde então, convenhamos, as coisas não foram fáceis para ele: duas temporadas ruins, e nada de seleção, nada de propostas irrecusáveis; ao fim, o banco de reservas. Pois eis que a Libertadores pode confirmar a recuperação que Luan tem ensaiado. O mesmo vale para Tardelli, que tem jogado bem e feito gols. No meio-campo, Matheus Henrique mostra que o time pode funcionar tão bem quanto nos tempos do Arthur. Aliás, Matheus e Arthur estarão juntos daqui a poucos dias, nos amistosos da seleção.

Mas voltemos à questão da importância do Everton: é claro que Jorge Jesus terá de se preocupar especialmente com ele; ainda assim, não deve cometer o erro de tolher o eficiente jogo ofensivo do Rafinha. Do mesmo modo, Filipe Luís terá de se cuidar com Alisson, mas sem deixar de armar pela esquerda. Não é moleza marcar o Flamengo. Além do bom apoio dos laterais, o time sai bem também pelo meio, com Arão e Gerson.

Já li alertas de que, contra oponentes de bom nível técnico, o Flamengo pode ter dificuldades por jogar sem um volante que cuide prioritariamente de proteger seus zagueiros. Sim, pode acontecer. Mas acho que Jorge Jesus acertou na mosca quando teve de lidar com a saída de Cuellar. Em vez de simplesmente escalar Piris da Motta, o técnico escolheu entregar a Arão e Gerson a responsabilidade de marcarem e armarem; de buscarem a bola na defesa e garantirem a troca de passes com os laterais e com o pessoal do ataque. Everton Ribeiro, por sua vez, para além de frequentemente tornar-se o quarto atacante, sabe fazer lançamentos longos, o que garante variação nos contra-ataques. A movimentação e a qualidade de Bruno Henrique, Gabriel e Arrascaeta facilitam as coisas.

Na minha opinião, Tite não deveria ter convocado jogadores de Grêmio e Flamengo para os amistosos que serão disputados entre os dois jogos da Libertadores. A convocação em si não tira Matheus, Everton, Rodrigo Caio e Gabriel da semifinal, mas priva os técnicos de trabalharem com eles por um tempo considerável antes da partida decisiva. É uma interferência indevida e na hora errada. Claro que os jogadores querem ser chamados para a seleção, mas isso poderia acontecer depois da Libertadores.

Grêmio e Flamengo têm times muito bons. Não há motivo para duvidarmos que farão duas partidas extraordinárias. Quanto ao clássico argentino, é difícil imaginar que haja espaço para o crescimento da rivalidade entre River e Boca. Mas é certo que a decisão da Libertadores no ano passado, incluindo a esquisitice do segundo jogo ter sido na Espanha, deixou novas marcas na grande história do confronto. Por enquanto, o Boca está melhor que o River no campeonato nacional. Contudo, como disse o xeneize argentino-carioca- paulistano Román Laurito na Rádio Bandeirantes, parece que Marcelo Gallardo encontrou a maneira certa de enfrentar o Boca.

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