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André Rocha

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Com volta de Fagner, enfim o espetáculo do Corinthians de Vitor Pereira

Giuliano comemora gol marcado pelo Corinthians, na partida contra o Santos - Marcello Zambrana/AGIF
Giuliano comemora gol marcado pelo Corinthians, na partida contra o Santos Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
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André Rocha

André Rocha é jornalista, carioca e colunista do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros "1981" e "É Tetra". Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Contato: anunesrocha@gmail.com

Colunista do UOL Esporte

23/06/2022 07h15

O Santos facilitou o trabalho do time da casa na Neo Química Arena, abrindo as laterais com Lucas Braga improvisado na lateral direita, sem a sustentação de Léo Baptistão. O mesmo do lado oposto, com o jovem Lucas Pires abandonado por Jhojan Julio, ambos sobrecarregando Sandry e Vinicius Zanocello, os meio-campistas pelos lados e à frente de Rodrigo Fernandes no 4-3-3 de Fabián Bustos.

Mas o Corinthians de Vitor Pereira já havia cruzado com equipes desorganizadas ou bem mais limitadas tecnicamente e teve dificuldades para se impor. Ou não conseguiu aliar desempenho e resultado com tanta contundência.

Se a vice-liderança do Brasileiro pode ser questionada pela falta de consistência, nos 4 a 0 sobre o Santos em casa pela Copa do Brasil, o time atropelou e encaminhou a vaga para as quartas.

Muito pela volta de Fagner, iniciando uma partida depois de 11 jogos por uma entorse no tornozelo. Foram quase 20 minutos diante do Goiás e o retorno definitivo no clássico. Triangulando com Du Queiroz ou Giuliano, Mantuan ou Willian, ou até Roger Guedes no leve e móvel Corinthians que construiu os 3 a 0 no primeiro tempo com naturalidade.

Forte pela esquerda também, com o apoio de Lucas Piton, que serviu Mantuan no primeiro gol. Fagner, que já havia assistido Guedes na primeira grande chance corintiana no jogo, cruzou para Queiroz, que finalizou e a bola desviou em Giuliano para sair do alcance de João Paulo. Outra virtude da equipe de Vitor Pereira era chegar com pelo menos quatro jogadores na área adversária.

Willian, outro voltando de lesão no tornozelo, também se destacou, trocando de lado e tocando para Fagner ultrapassar no segundo gol e cobrando escanteio, também pela direita, na cabeça de Raul Gustavo no terceiro, que consolidou o domínio de 11 finalizações, sete de dentro da área, seis no alvo e não concedendo nenhuma na direção da meta de Cássio.

O goleiro do time mandante só apareceu para salvar conclusão de Marcos Leonardo, em um segundo tempo mais administrado, especialmente depois da expulsão de Zanocello aos 16 do segundo tempo. Hora do treinador colocar "pernas frescas" e manejar com a dura maratona que ainda vai envolver novo encontro com os santistas e o duelo com o Boca Juniors pela Libertadores.

Deu tempo de Giuliano marcar mais um, aproveitando a vantagem numérica e o cansaço do rival. A única finalização corintiana no segundo tempo de controle, com 59% de posse. Novamente com muitos jogadores na área santista. A tônica do espetáculo que a Fiel esperava e veio justamente no primeiro clássico vencido pelo time com o treinador português. Enfim.

Com Fagner, ainda que entrando no rodízio que dosa os minutos dos veteranos, o Corinthians é mais forte em todas as frentes. Na volta, convém respeitar o Santos, mas será possível administrar sem tanto desgaste físico e mental. Um trunfo em temporada tão insana.

(Estatísticas: SofaScore)