PUBLICIDADE
Topo

André Rocha

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Kevin De Bruyne lidera virada da Bélgica, mas defesa preocupa

De Bruyne comemora gol marcado para a Bélgica diante da Dinamarca pela Eurocopa - Stuart Franklin/Getty Images
De Bruyne comemora gol marcado para a Bélgica diante da Dinamarca pela Eurocopa Imagem: Stuart Franklin/Getty Images
Conteúdo exclusivo para assinantes
André Rocha

André Rocha é jornalista, carioca e colunista do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros "1981" e "É Tetra". Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Contato: anunesrocha@gmail.com

Colunista do UOL Esporte

17/06/2021 15h21

A Dinamarca deu um nó na Bélgica no primeiro tempo em Copenhage. Com intensidade máxima, certamente com a motivação de dedicar uma possível vitória a Christian Eriksen.

Marcando na frente, com três zagueiros vigiando de perto Lukaku, responsável pela retenção da bola no ataque belga, e com muita mobilidade na frente com Braithwaite, Polsen e Damsgaard. Condicionando o jogo com o gol de Polsen no primeiro minuto, após roubada de bola, e mantendo o domínio até a saída para o intervalo.

O pecado dinamarquês foi não encaminhar a vitória com mais gols. Criou para isso, aproveitando um vazio na intermediária que não era coberto por Tielemans e Dendoncker, nem por Witzel no segundo tempo. Expondo a última linha que não conta com um zagueiro de altíssimo nível. A troca de Boyata por Denayer foi desastrosa. Para piorar, Thorgan Hazard defende mal como ala pela esquerda.

Mas com as entradas de Kevin De Bruyne e Eden Hazard nas vagas de Mertens e Carrasco, o nível técnico no ataque subiu demais. E ainda ajudou Lukaku a dividir mais a marcação. Assistência de De Bruyne, gol de Thorgan Hazard. Depois Lukaku construiu tudo na força e inteligência pela direita, até a troca de passes, assistência de Eden Hazard e gol da vitória do camisa sete. Desequilibrante.

Depois veio o sufoco da Dinamarca, que jogou com alma para sobreviver por Eriksen. E a Bélgica sofre desde a Copa do Mundo defendendo com apenas sete. No total, 22 finalizações da Dinamarca contra seis, seis no alvo contra quatro. Ainda é possível a classificação, com três pontos se vencer a Rússia por um bom placar e a Bélgica ganhar da Finlândia. Resultados previsíveis até.

Seria o mais justo, até por Eriksen. A Dinamarca poderia ter, ao menos, empatado as duas partidas. Mas a Bélgica tem talento que faz a diferença. Aconteceu de novo.

(Estatísticas: UEFA)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL