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André Rocha

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Bélgica sobra na estreia com Lukaku, cada vez melhor. Rússia foi indigente

Lukaku comemora gol da Bélgica contra a Rússia, pela Eurocopa - REUTERS/Anton Vaganov
Lukaku comemora gol da Bélgica contra a Rússia, pela Eurocopa Imagem: REUTERS/Anton Vaganov
André Rocha

André Rocha é jornalista, carioca e colunista do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros "1981" e "É Tetra". Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Contato: anunesrocha@gmail.com

Colunista do UOL Esporte

12/06/2021 17h58

A Rússia só chegou às quartas da última Copa do Mundo por jogar em casa. Três anos depois, continua dependendo do jogo aéreo para o gigante Dzyuba. Ainda perdeu intensidade, com ou sem bola. Num 4-4-2/4-2-3-1 muito espaçado.

Não por acaso a Bélgica vem atropelando. Vencendo nas eliminatórias desta mesma Euro com autoridade e fazendo 2 a 0 sem Kevin De Bruyne e grande esforço. Encaminhando a vitória por 3 a 0 em São Petersburgo com gol de Lukaku, sem impedimento na interpretação da arbitragem, e Meunier, que entrou na vaga de Castagne e foi mais efetivo na ala direita do 3-4-3 montado por Roberto Martínez. Permitindo que Mertens deixasse o corredor e se aproximasse de Lukaku por dentro.

Primeiro tempo de imposição com 64% de posse, 90% de efetividade nos passes, sete finalizações contra duas. Depois do intervalo foi controlar, circular a bola com calma e definir em rápido contragolpe novamente com Lukaku - cada vez mais forte, rápido, móvel, técnico e letal.

Um dos melhores atacantes do mundo e com sensibilidade para homenagear Eriksen, que assustou o mundo com uma síncope que paralisou Dinamarca x Finlândia. Na última das nove finalizações belgas, quatro no alvo. Três nas redes. Mantendo a porcentagem de posse e acerto nos passes.

Administrando o gás do grupo no final da temporada europeia, Martínez também deu minutos a Eden Hazard, que saiu do banco para substituir Mertens e desfilar a técnica que não vem contando com respaldo do condicionamento físico de um atleta de alto rendimento.

Mas mostra a qualidade disponível da líder do ranking da FIFA e uma das forças do continente. Este que escreve ainda acha a França mais forte, porém em um eventual confronto direto o equilíbrio deve ser o mesmo da semifinal do Mundial.

Bem diferente do duelo com os russos, que continuam indigentes tecnicamente. A Bélgica sobrou mais uma vez.

(Estatísticas:UEFA)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL