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Pinheiros faz 'jogo da vida' no Mundial contra europeus em volta de férias

Shamell é a principal arma do Pinheiros para o duelo contra o Olympiacos pela Copa Intercontinental - Ricardo Bufolin/Divulgação
Shamell é a principal arma do Pinheiros para o duelo contra o Olympiacos pela Copa Intercontinental Imagem: Ricardo Bufolin/Divulgação

Do UOL, em São Paulo

04/10/2013 06h00

É o maior jogo da história dos 114 anos do Pinheiros. É com esse sentimento que o atual campeão da Liga das Américas entra em quadra nesta sexta-feira, às 20h (horário de Brasília), para disputar a primeira partida da Copa Intercontinental contra o bicampeão europeu Olympiacos, em Barueri.

Considerada o Mundial interclubes do basquete entre os anos 60 e 80, a Copa Intercontinental foi ressuscitada pela Fiba em uma nova tentativa de organizar uma competição entre equipes de diferentes continentes.

O torneio foi disputado de forma ininterrupta entre 1966 e 1987. Rebatizada de Copa William Jones em 73, teve o Real Madrid como maior vencedor com quatro títulos. A única equipe brasileira a conquistar o troféu foi o Sírio, que derrotou o iugoslavo KK Bosna na decisão de 1979.

Em 1987, o torneio acabou substituído pelo McDonalds Championship, que teve nove edições e contava com a participação de equipes da NBA. A competição, porém, parou de ser disputada em 1999 e desde então a Fiba tem acenado com a criação de um Mundial de clubes. Uma das tentativas de reativar a Copa Intercontinental ocorreu em 1996, com título dividido entre o argentino Venado Tuerto e o grego Athens.

Totalmente focado na busca pelo título mundial, o Pinheiros tentou reforçar seu elenco para a disputa dos dois jogos contra o Olympiacos. Negociou com Leandrinho, Marquinhos e Alex Garcia, mas não chegou a um acordo com os atletas da seleção brasileira.

Desta forma, mandará à quadra uma mistura de jovens talentos e jogadores rodados do basquete interno. O veterano norte-americano Shamell segue como o principal nome da equipe, que se reforçou para a próxima temporada do NBB com a chegada do armador Jonathan Tavernari.

"Todo mundo aqui sabe que nosso time é muito mais fraco do que o Olympiacos. A gente sabe que esse time tem um financiamento três vezes maior que o nosso. Sabe que tem cinco caras que jogam na seleção grega, que tem cinco americanos. Mas dentro de quadra são cinco contra cinco, quem fizer mais cestas ganha.", disse o ala-armador Shamell.

Se o Olympiacos é apontado até mesmo pelo Pinheiros como o grande favorito, o time grego chegou ao Brasil apenas dois dias antes do torneio e ainda sofre com a falta de ritmo de jogo. A equipe voltou de férias na metade de setembro e fez apenas alguns confrontos pela pré-temporada, ainda com o time incompleto.

O último jogo oficial ocorreu em junho, na decisão da liga grega contra o Panathinaikos. Três atletas do elenco estiveram com a seleção do país na Eurobasket e ganharam alguns dias a mais de folga. Entre eles está Vasilis Spanoulis, MVP da última Euroliga e três vezes melhor jogador das finais do campeonato europeu.

A Copa Intercontinental será disputada em duas partidas, ambas em Barueri. Além do duelo desta sexta, as equipes voltam a se enfrentar no domingo, às 11h30. Caso cada time vença um jogo, o campeão mundial será definido no saldo de pontos.