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Dono do PSG, Nasser Al-Khelaifi é investigado por suspeita de corrupção

Nasser Al-Khelaifi - Valery Hache/AFP
Nasser Al-Khelaifi Imagem: Valery Hache/AFP

Jamil Chade

De Genebra, em colaboração para o UOL

23/05/2019 07h57

Nasser Al-Khelaifi, o poderoso presidente do PSG, é investigado por corrupção. Em Paris, a Justiça suspeita que o cartola, que foi responsável pela contratação de Neymar, teria autorizado uma transferência milionária para comprar votos. Os supostos subornos seriam usados para tentar garantir que o Qatar pudesse ganhar apoios para realizar o Mundial de Atletismo de 2017.

O evento acabou sendo realizado em Londres. Mas a suspeita é de que o dinheiro, cerca de US$ 3,5 milhões (cerca de R$ 14 milhões), iria para Lamine Diack, o ex-presidente da Federação Internacional de Atletismo (Iaaf) e um dos homens mais influentes nos bastidores do esporte mundial até sua queda, também por corrupção.

A informação foi revelada na manhã desta quinta-feira pelo jornal "Le Parisien". Na capital francesa, fontes na Justiça confirmaram ao UOL por telefone que, de fato, o processo encontrou "indícios suficientes" para justificar um inquérito contra o todo-poderoso cartola.

O dirigente já vinha sendo oficialmente investigado na Suíça por suspeitas relacionadas a pagamentos que também envolviam o ex-secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke.

No caso em Paris, o processo começou quando o escândalo do doping russo veio à tona, antes mesmo dos Jogos Olímpicos de 2016.

Em meio ao inquérito, foi descoberto como pagamentos eram feitos a Diack para que ele ajudasse a silenciar os casos. Mas também foram descobertos vários outros pagamentos, inclusive suspeitas de que a campanha da Rio-2016 também estivesse envolvida em subornos para garantir votos e a influência de Diack.

Entre os pagamentos registrados estaria o de uma empresa do irmão do presidente do PSG para a Pamodzi Sports. Seu dono: Papa Massata Diack, filho de Lamine Diack.

A suspeita é de que o dinheiro teria sido um esforço para garantir votos para Doha. O pagamento ocorreu em 2011, antes das votações. Londres, porém, acabou somando 16 votos, contra dez do Qatar.

Para os advogados do cartola, tudo não passa de um grande mal-entendido, já que a empresa em questão não é do dirigente. Mas de seu irmão. Mas, a partir de 2013 e até 2016, Nasser Al-Khelaifi passaria a ser um dos sócios da empresa.

A explicação da defesa é de que o valor transferido era apenas um pagamento por direitos de transmissão. Mas cerca de 300 mil euros desse total seriam comissões a Papa Massata Diack, por sua "consultoria".

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