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Mari Rodrigues

E a diversidade em 2021?

pessoas; comunidade; grupo; diversidade - iStock
pessoas; comunidade; grupo; diversidade Imagem: iStock

Mari Rodrigues

09/01/2021 04h00

Depois de merecido descanso, chegou a hora de voltar à realidade. A confusão de 2020 trouxe vários desafios para serem resolvidos agora em 2021. Pensar em como resolvê-los é complicado, porém a esperança por um ano melhor será nosso guia para encontrar soluções.

As pautas de diversidade merecerão atenção, dadas as polêmicas surgidas em 2020. Desde letras de músicas vergonhosas até invalidação de identidades por autoridades, tudo trouxe uma discussão sobre como podemos ser melhores e mais receptivos às diferenças entre nós.

Alguns caminhos já estão sendo trilhados. Um relatório lançado pela rede social LinkedIn revelou que 84% dos profissionais de talentos acreditam que a diversidade será um fator decisivo para o futuro das contratações. Pensar em programas de trainees como os que acontecerem no ano passado, que vieram não sem muito protesto de setores reacionários da sociedade, trazem uma esperança de termos nos próximos anos um ambiente corporativo mais diverso e com produtos, serviços e campanhas mais humanos e voltados às populações mais vulneráveis.

A educação também tem um longo caminho para se tornar mais adaptada à diversidade. Pensar na permanência de pessoas LGBTI+ no ensino formal, como o combate ao bullying e ao preconceito institucional, e em políticas de acesso e permanência de pessoas trans nas universidades, como as tão polêmicas cotas, pode nortear a pauta de lutas.

É muito difícil pensar em políticas de Estado para a diversidade neste e no próximo ano, quando temos um não-governo que tem demostrado não se preocupar com a população, ainda mais neste momento em que a pandemia do coronavírus já matou mais de 200 mil pessoas no Brasil.

Agindo de forma irresponsável e incompetente (minimizando a gravidade da Covid-19, demorando para implementar um plano de vacinação, entre outros exemplos) numa pauta importante como a saúde da população, apenas reforçou como a auto-organização das pessoas é crucial para contornar omissões. É difícil acreditar que uma pauta já historicamente desprezada, como a diversidade, terá alguma atenção, a não ser para regredir em resoluções arduamente conquistadas, como aconteceu com o fim dos conselhos participativos.

2021 será um ano igualmente difícil, mas que não tolherá nossas esperanças. Organizemo-nos!