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Sem retrovisor e gambiarra no câmbio: como é o carro 'detonado' de Juliette

José Antonio Leme

Do UOL, em São Paulo (SP)

17/03/2021 04h00

Disputando o prêmio de R$ 1,5 milhão do BBB 21, a advogada e maquiadora Juliette Freire deve também estar de olho no outro prêmio de quem vencer a edição do reality show: o SUV da Fiat. Isso por que ela é dona de um Citroën C3 da primeira geração vendida no Brasil e que não está nas melhores condições.

Durante uma das provas de castigo, Juliette relembrou algumas situações vividas com seu carro hatch compacto. A paraibana falou de alguns acidentes que sofreu e de como é descuidada com o aspecto visual do carro. "É antigão, caindo aos pedaços, porque eu sou safada e nem ajeito".

Além da declaração, um vídeo postado nas redes sociais por uma amiga de Juliette comprova os ditos da "sister". No interior do carro é possível ver a "solução engenhosa", vulgo gambiarra, que ela fez para manter no lugar o pomo da alavanca de câmbio: furou a peça e parafusou sobre a haste.

No vídeo, o "caindo aos pedaços" também fica claro. É mostrado o estado do para-choque e da grade, desmontados e presos por poucas presilhas de fixação das peças ainda no lugar.

Ao que parece, Juliette não é muito boa de volante. Ela disse aos brothers na casa que teve dois acidentes de trânsito no mesmo ano, que culminaram na atual situação do seu hatch produzido em Porto Real (RJ).

Falta de retrovisor pode virar multa

Outro item que aparece no vídeo, ou melhor, não aparece, é o espelho retrovisor interno. A pessoa que filma diz "fato número 2, o retrovisor caiu", enquanto elenca e mostra os problemas do carro. Se a alavanca de câmbio não é um problema, a falta do retrovisor pode gerar dor de cabeça para Juliette.

Se você for flagrada dirigindo sem o retrovisor, seja o interno ou os externos, pode ser autuada. A falta é considerada uma infração grave pelo CTB (Código de Trânsito Brasileiro), o que representa cinco pontos na habilitação e multa de R$ 195,23.

A lei não detalha a falta do componente especificamente, mas sim de "equipamentos obrigatórios". Mas, no texto, diz que o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) estabelece quais são. E, por sua vez, o Contran estabelece na resolução 703/2017 a obrigatoriedade dos retrovisores.

Citroën C3 saiu de linha no Brasil

C3 - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

O carro que Juliette ainda tem na garagem de casa já saiu de linha. O modelo é a reestilização da primeira geração, produzida entre 2003 e 2012. Com essa "carinha", o hatch da marca francesa foi produzido na fábrica de Porto Real (RJ) entre 2008, já como linha 2009, e 2012.

Nesse período, o C3 teve duas motorizações: o 1.6 flexível de até 113 cv e 15,8 mkgf com câmbio manual de cinco marchas ou automático de quatro. A outra opção foi o 1.4, também flex, de até 82 cv e 12,6 mkgf, sempre com etanol. Nesse caso, a transmissão era exclusivamente a manual de cinco marchas.

A segunda geração veio em 2012, que já era vendida na Europa. Aqui, o motor 1.6 rendia até 122 cv e 16,4 mkgf - que depois caiu para 118 cv com novos ajustes de emissões. Ele ganhou também um 1.5 de até 93 cv e 14,2 mkgf. Em 2017, ele recebia o moderno três cilindros de 1,2 litro de até 90 cv e 13 mkgf com etanol.

SUV vem ocupar o lugar do hatch

A Stellantis, grupo que é dono da Citroën, já confirmou que, no lugar do hatch, fabricará um novo SUV subcompacto na planta de Porto Real. O modelo já está em estágio avançado de desenvolvimento, que acontece sua maior parte na Índia, onde também será comercializado.

Ele será produzido sobre a plataforma modular CMP, para veículos compactos. A versão utilizada para o novo utilitário-esportivo é uma variante mais barata. Esse carro terá cerca de 4 metros de comprimento, medida que dá taxas de impostos menores na Índia para os veículos.