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Porsche anuncia testes e produção de combustível sintético a partir de 2022

Porsche Panamera 2021 - Divulgação
Porsche Panamera 2021 Imagem: Divulgação

Do UOL

Em São Paulo (SP)

17/02/2021 11h22

A Porsche informou que irá iniciar testes de combustíveis sintéticos a partir do ano que vem. A intenção da fabricante é aumentar a vida útil de seus motores a combustão e reduzir suas emissões. No ano passado, a marca formou parceria com empresas como Siemens Energy, AME, Enel e a petrolífera chilena ENAP para esta finalidade.

O foco da Porsche é criar em breve uma linha de produção comercial de combustíveis sintéticos. Iniciando em 2022, o plano é que se produza 55 milhões de litros de combustível sintético até 2024 e dez vezes mais até 2026.

O combustível sintético da Porsche é criado combinando hidrogênio com carbono capturado do ar para produzir metanol. Ele então é transformado em um substituto da gasolina que os veículos podem usar.

Presidente-executivo da Porsche, Oliver Blume disse à Autocar que um dos benefícios do combustível sintético está no fato de que a infraestrutura de postos atuais poderá ser usada para sua distribuição.

"Suas vantagens residem na facilidade de aplicação: os e-combustíveis podem ser usados em motores de combustão e híbridos plug-in, e podem fazer uso da rede existente de postos de gasolina".

Chefe de carros esportivos da Porsche, Frank Walliser acrescentou que as emissões dos combustíveis sintéticos são bem menores.

"Estamos no caminho certo, junto com nossos parceiros da América do Sul. Com certeza em 2022 teremos um volume muito pequeno para os primeiros testes. É um longo caminho com grandes investimentos, mas temos certeza de que esta é uma parte importante do nosso esforço global para reduzir o impacto do CO2 no setor de transporte."

"A ideia geral por trás desses combustíveis sintéticos é que não há necessidade de mudança no motor, ao contrário do que vimos com E10 e E20, então, realmente, todos podem usá-los. Não há impacto no desempenho e as emissões são muito melhores, vemos menos partículas, então isso está indo na direção certa."