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Parati GTI: veja a alternativa 'mais acessível' ao Gol de R$ 200 mil

Parati GTI 16V foi lançada em 1997, trazendo o mesmo motor 2.0 do Gol GTI; era um dos carros nacionais mais rápidos e caros - Divulgação
Parati GTI 16V foi lançada em 1997, trazendo o mesmo motor 2.0 do Gol GTI; era um dos carros nacionais mais rápidos e caros Imagem: Divulgação

Alessandro Reis

Do UOL, em São Paulo (SP)

30/11/2020 04h00Atualizada em 30/11/2020 12h21

Lançado no fim de 1988, o Volkswagen Gol GTI é o primeiro carro nacional com injeção eletrônica e hoje está muito valorizado do mercado de clássicos. Ultimamente, exemplares bem conservados e pouco rodados da primeira geração, com carroceria quadrada, têm alcançado preços na faixa de R$ 200 mil.

Pouca gente sabe ou lembra, mas a Volks também lançou a Parati com emblema GTI - muito mais rara do que o Gol famoso. No embalo do hatch, a perua nessa configuração hoje é comercializada por até R$ 80 mil.

De acordo com especialistas consultados por UOL Carros, a Parati GTI se tornou uma alternativa mais "acessível" ao hatchback e também é cobiçada por clientes endinheirados que já têm um ou mais Gols GTI na garagem e buscam um carro ainda mais exclusivo.

Porém, todos são unânimes ao dizer que ela não tem potencial para atingir os preços cobrados pelo Gol e um dia se tornar a "bola da vez" entre colecionadores.

Volkswagen Parati GTI MIAU - Reprodução/MIAU (Museu da Imprensa Automotiva) - Reprodução/MIAU (Museu da Imprensa Automotiva)
Anúncio da Parati GTI: carroceria 'bolinha' tem 2 portas e capô traz ressalto para acomodar motor alemão
Imagem: Reprodução/MIAU (Museu da Imprensa Automotiva)

Um dos motivos é a época na qual a station foi lançada: estreou em 1997, já com carroceria "bolinha" e a concorrência de carros importados - apesar de trazer motor 2.0 16v injetado com 145 cv, produção alemã e diversos componentes da Audi.

Por sua vez, o Gol GTI quadrado estreou antes da abertura do mercado brasileiro aos veículos estrangeiros, em 1990, e "reinava" entre os também nacionais Ford Escort XR3 e Chevrolet Kadett GS.

"Na ocasião do lançamento, já havia muitas opções importadas e não fazia muito sentido ter Parati GTI. Ela era o modelo zero-quilômetro mais caro da VW, ao lado do Santana, mas dava para adquirir pelo mesmo valor um BMW ou Mercedes-Benz com dois anos de uso", contextualiza o leiloeiro Joel Picelli, da Picelli Leilões.

Picelli nunca leiloou a perua na versão GTI, mas já arrematou duas unidades da sua antecessora: a quadrada GLS, equipada com motor 1.8 S. Bastante procurada, a GLS bate hoje nos R$ 50 mil, dependendo do exemplar.

Volkswagen Parati GTI By Deni - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Oficina by Deni, em Indaiatuba (SP), é especializada em restaurar Gol GTI e Parati da mesma versão
Imagem: Arquivo pessoal

Especializado em garimpar joias nacionais pouco rodadas, o negociante de carros antigos Reginaldo Ricardo Gonçalves, o Reginaldo de Campinas, concorda com o colega.

"Parati GTI tem procura, mas não é tão cobiçada quanto o Gol da mesma versão. Ela é um carro bacana, porém acredito que nunca terá o mesmo preço. Mito dos anos 80 e 90, somente Gol GTI. Nada da mesma época se compara a ele", diz Reginaldo.

Segundo ele, o "mito" hoje é comparável em valor a esportivos dos anos 70 como Dodge Charger R/T e Ford Maverick GT. Quanto aos preços da Parati GTI, ele dá o seu pitaco, com base no que tem observado no mercado:

"Chega a algo entre R$ 60 mil e R$ 80 mil, dependendo da originalidade e da quilometragem. Carro antigo, hoje em dia, cada um pede o que quer ou acha que vale".

Robson Cimadon, o Alemão, dono da loja de clássicos Século XX, aponta que o fato de a Volkswagen nunca ter lançado uma Parati GTI quadrada joga contra sua valorização.

"Só vi duas GTI na minha vida, ambas bolinha. Uma delas foi anunciada por R$ 130 mil. Essa perua tem ganhado valorização, realmente é mais rara do que o Gol GTI, mas não acho que valha tudo isso. Sou mais fã da GLS quadrada, que atualmente chega a R$ 50 mil com baixa quilometragem. Os VW quadrados sempre foram fortes e sempre serão", opina.

Por que é tão rara

Além da bolinha, a Parati GTI também tem carroceria G3, lançada por volta do ano 2000. Manteve o motor 2.0 16v, porém mais adaptado ao combustível brasileiro, e ganhou quatro portas.

Joel Picelli aponta que as duas gerações são difíceis de achar justamente porque venderam pouco.

Segundo o leiloeiro, que já trabalhou na Volks, uma parte considerável das GTIs que você encontra nunca foram comercializadas em uma concessionária.

"Muitas das que estão hoje no mercado pertenceram à frota da própria Volkswagen, utilizadas por gerentes, diretores e outros executivos da empresa. Basta observar as respectivas placas: várias foram registradas em São Bernardo do Campo [SP]".

A sede da montadora do Brasil fica na cidade do ABC Paulista.

A única Parati GTI quadrada do Brasil

Volkswagen Parati GTI - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Parati GTI quadrada é única no Brasil e foi criada pela oficina By Deni Studio, de Indaiatuba (SP)
Imagem: Arquivo pessoal

Localizada em Indaiatuba, no interior paulista, a oficina By Deni Studio é referência na restauração de Gol GTI e tem contribuído para alavancar os preços do hatch esportivo - conforme Denilson de Freitas Santos, o Deni, proprietário do estabelecimento.

A By Deni já deixou em estado de zero mais de cem unidades do agora clássico nacional e também restaura exemplares da Parati GTI, seguindo o mesmo padrão: bancos, forrações, mecânica e detalhes externos e internos idênticos aos exibidos quando o veículo saiu da fábrica.

Volkswagen Parati GTI - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Parati GTI By Deni traz interior idêntico ao do Gol GTI, incluindo painel satélite e bancos Recaro
Imagem: Arquivo pessoal

Deni também já fabricou três unidades da Saveiro com o emblema GTI, nunca lançadas pela Volkswagen, e hoje tem outras cinco encomendadas.

Apaixonado pelas famosas três letras da marca alemã, o empresário resolveu ter a única Parati GTI quadrada do País, que hoje integra sua coleção particular.

Volkswagen Parati GTI - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Parati GTI quadrada pertence hoje à coleção particular de Denilson de Freitas Santos, o Deni
Imagem: Arquivo pessoal

Com carroceria branca perolizada, a "chinesinha" montada na oficina paulista traz o visual clássico emprestado do hatch: para-choques bicolores com friso vermelho, faróis de milha redondos, rodas raiadas, motor 2.0 com injeção eletrônica, bancos Recaro, volante de quatro bolas e painel satélite com grafismo vermelho.

"A ideia foi deixar a Parati quadrada do jeito como seria caso tivesse sido fabricada pela Volks. Da coluna central para a frente, é um GTI autêntico. Dali para trás, é uma criação By Deni".

Gol GTI restaurado pela By Deni surge no Salão do Automóvel

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