PUBLICIDADE
Topo

Waymo revela estudo detalhando acidentes com seus carros autônomos

Waymo Chrysler Pacifica Hybrid  - Caitlin O"Hara/Reuters
Waymo Chrysler Pacifica Hybrid Imagem: Caitlin O'Hara/Reuters

Do UOL

Em São Paulo (SP)

16/11/2020 16h16

A Waymo, empresa de tecnologia focada na tecnologia de veículos autônomos fundada pelo Google em 2016, divulgou relatórios sobre testes feitos com seus carros entre janeiro de 2019 e setembro deste ano no estado norte-americano do Arizona.

De acordo com a empresa, durante este tempo seus veículos percorreram 9,8 milhões de km com a presença de um motorista de segurança treinado e 104.607 km com carros sem a presença de um motorista. De acordo com a empresa, isso representa "mais de 500 anos de condução para o motorista médio licenciado dos EUA".

A Waymo revelou que seus veículos estiveram envolvidos em 47 "eventos de contato". Estes eventos envolveram veículos, pedestres e ciclistas. Dezoito ocorreram no mundo real e 29 em simulação. A empresa chama a atenção que "quase todas" essas colisões foram culpa de um motorista ou pedestre humano. Nenhuma resultou em qualquer "ferimento grave ou com risco de vida".

Nesta conta estão também eventos que foram evitados pelo fato de o motorista de prontidão ter assumido o controle do veículo. Assim, logo após o evento a empresa pode utilizar os dados obtidos para melhorar seu software de direção autônoma.

Entre os 47 contatos, a empresa destacou oito incidentes que considerou "mais graves ou potencialmente graves". Três desses acidentes ocorreram na vida real, e cinco em simulação. Airbags foram usados em todos os oito incidentes. O tipo mais comum foram colisões na traseira - 14 reais e duas no simulador. O relatório diz que os veículos de Waymo muitas vezes dirigem com extrema cautela, ou de maneiras que podem frustrar um motorista humano - o que pode levar a acidentes.

A empresa ainda informa que em 14 das colisões os veículos tiveram contato ou em um cruzamento ou durante uma curva. Essas colisões "em ângulo" são responsáveis por mais de um quarto de todas as colisões de veículos nos EUA e quase um quarto de todas as mortes em veículos, diz Waymo. No mundo real, a colisão real mais forte foi em cruzamento em que um veículo passou em sinal vermelho a 57 km/h e acertou o Waymo que trafegava a 61 km/h.

O acidente mais sério foi em uma simulação, quando outro carro cruzou à frente do veículo da Waymo a 66 km/h. A empresa ainda diz que é preciso deixar seu sistema pronto para erros humanos nas vias, fazendo com que seus carros saibam também prever e escapar de colisões.

Com a publicação do documento, a Waymo visa lançar um desafio para que suas concorrentes na pesquisa da direção autônoma - Argo, Aurora, Cruise, Zoox, Nuro e outras - façam o mesmo.