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Carros são legalizados, dizem acusados de falsificar Ferrari e Lamborghini

Polícia Civil/Divulgação
Imagem: Polícia Civil/Divulgação

Do UOL

Em São Paulo

17/07/2019 10h33

Os donos de uma fábrica de Itajaí (SC) fechada pela Polícia Civil se manifestaram sobre a acusação de falsificarem carros de luxo, como modelos da Ferrari e Lamborghini. Pai e filho, Nilton e Alan Góes negaram o crime e alegaram que os veículos produzidos têm documentação regularizada pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito).

"O carro é todo documentado e legalizado", disse Nilton Góes ao NSC TV. "Se eu consigo legalizar um carro, ele não tem nada de ilegal porque tem um documento e tem fé pública, um documento que é emitido por um órgão de trânsito, o Denatran".

Em sua defesa, eles alegam que não produziam cópias exatas dos modelos de luxo. "A gente não está usando a marca em si, a gente utiliza emblemas como acessórios", disse Alan Góes.

"Eles estão alegando que o tamanho e o desenho dos carros eram iguais. Mas não eram. Se você botar uma do lado da outra, você vai ver que não era a mesma coisa. Se pegar o projeto de um desenho industrial de um carro, uma Lamborghini e uma Ferrari, e colocar com o produto que a gente estava comercializando, não é a mesma medida".

Este, porém, não é o entendimento da Polícia Civil. Segundo o delegado Angelo Fragelli, os carros produzidos eram registrados como "protótipos", o que não permitia a cópia de características de outras marcas.

"Não se trata de crime a construção artesanal de um veículo. O crime que está sendo apurado é a construção de um veículo com características patenteadas por outras marcas", falou.

Os carros produzidos pela fábrica de Itajaí eram comercializados a partir de R$ 200 mil, valor bem mais barato que o dos milionários modelos originais. As vendas eram realizadas pelas redes sociais, com oito modelos disponíveis e a possibilidade de escolha de cor. A carcaça era de um carro usado, e o motor também não condizia com o modelo falsificado. A dupla já atuava no mercado de carros customizados há mais de 20 anos.

Marcas de luxo denunciaram o empreendimento, que não foi fechado, mas teve os carros apreendidos pela Polícia. Pai e filho responderão ao processo em liberdade e, caso sejam considerados culpados, podem pegar até três anos de prisão.

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