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Mora nos Clássicos

REPORTAGEM

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Novo Citroën C3 começa a ser produzido e dará origem a SUV e sedã compactos

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Rodrigo Mora

O blog Mora nos Clássicos contará as grandes histórias sobre as pessoas e os carros do universo antigomobilista. Nesse percurso, visitará museus, eventos e encontros de automóveis antigos - com um pouco de sorte, dirigirá alguns deles também.

Colunista do UOL

17/03/2022 17h13

(SÃO PAULO) - A Citroën começa hoje a produção do novo C3, primeiro modelo nacional da Stellantis a utilizar uma variante (simplificada) da plataforma modular CMP. É também o primeiro membro da família C-Cubed, que contemplará até 2024 um sedã compacto - futuro rival de Honda City, Chevrolet Onix, Volkswagen Virtus e companhia - e um SUV de mesmo porte, este para disputar no segmento de Jeep Renegade, VW T-Cross e demais.

Para tanto, a planta de Porto Real (RJ) recebeu mais de R$ 220 milhões em investimentos industriais e tecnológicos, entre eles "a instalação de novos robôs, além de um inédito processo polivalente e flexível que permitirá a produção do novo Citroën C3 e ainda favorecerá os atuais modelos fabricados na unidade", segundo comunicado da empresa.

Citroën C3 fábrica  - Divulgação  - Divulgação
Citroën começa produção do novo C3 em Porto Real (RJ)
Imagem: Divulgação

"O novo Citroën C3 é um grande orgulho para as nossas equipes da América do Sul, que tiveram um enorme protagonismo na concepção e no desenvolvimento deste veículo global. Ele é um dos mais importantes lançamentos dentro da nossa estratégia na região e já contou com o suporte decorrente das sinergias promovidas pela Stellantis, como nossos laboratórios e campos de provas", disse Antonio Filosa, presidente da Stellantis na região.

Vincent Cobée - Divulgação  - Divulgação
Vincent Cobée, CEO da Citroën
Imagem: Divulgação
Tal a importância do novo C3 para a região que o lançamento fabril do hatch nesta quinta-feira contou com a presença do CEO da Stellantis, Carlos Tavares, e do CEO da Citroën, Vincent Cobée. Em entrevista à coluna, Cobée revelou suas expectativas acerca do novo carro da Citroën.

"Com a chegada do C3 fecharemos 2022 acima dos 2%", cravou o executivo.

A marca tem atualmente 1,8% do mercado nacional, apoiada apenas em um carro de passeio, o C4 Cactus. Para chegar aos 4% que almeja até 2024, precisará completando a família C-Cubed modelos situados em segmentos que emplacam bastante, como é o caso de sedãs e SUVs compactos, certo? "Sua lógica faz sentido", consentiu Cobée.

Novo C3 em produção  - Divulgação  - Divulgação
Novo Citroën C3 entra em produção
Imagem: Divulgação

Quanto a C4 Cactus, o executivo afirmou que "não há intenção de parar de vendê-lo", acenando apenas para uma óbvia atualização (provavelmente quando a missão de concluir a família C-Cubed estiver cumprida).

Novo C3 tras - Divulgação  - Divulgação
Imagem: Divulgação

Sem turbo

A Citroën deve lançar o C3 em abril. Mas, contrariando expectativas, o modelo não estreará com o novíssimo motor 1.0 turbo, que por ora equipa apenas o Fiat Pulse e que no decorrer do tempo se multiplicará em outros modelos do grupo Stellantis.

Uma fonte da coluna justificou a ausência: "o C3 será bem equipado e espaçoso, e ainda assim competitivo em termos de preço, se posicionado entre os Fiat Mobi e Argo. E ainda leva a grife Citroën. Com motor turbo, a conta não fecha. Além disso, há uma questão de capacidade produtiva".

Portanto, sob o capô do novo C3 estarão por enquanto os competentes 1.0 Firefly (77 cv), que hoje equipa o Fiat Argo, e o 1.6 16V (118 cv) sob os capôs de C4 Cactus e Peugeot 208.