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REPORTAGEM

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Motos ficam até 11% mais caras; veja novos preços das 10 mais vendidas

Honda CG 160, moto mais vendida do Brasil, teve aumento de cerca de 4% neste ano e agora parte de R$ 11.570 - Divulgação
Honda CG 160, moto mais vendida do Brasil, teve aumento de cerca de 4% neste ano e agora parte de R$ 11.570 Imagem: Divulgação
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Arthur Caldeira

Arthur Caldeira, jornalista e motociclista (necessariamente nessa ordem) fundador da Agência INFOMOTO. Mesmo cansado de ouvir que é "louco", anda de moto todos os dias no caótico trânsito de São Paulo.

Colunista do UOL

20/01/2022 04h00

Basta ir ao supermercado para ver que a inflação voltou. Em 2021, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial no país, fechou ano com alta de 10,06%. Claro que as motocicletas também foram afetadas pela inflação e começaram 2022 com aumento de preços - em alguns casos, o reajuste foi de até 11%.

Embora os aumentos não sigam o mesmo índice e variem de modelo para modelo, praticamente todas as marcas aumentaram os preços de suas motos. Os fabricantes apontam a alta do dólar, o aumento dos insumos e dos fretes como os principais vilões para os reajustes.

"Toda a indústria está sendo fortemente impactada pela disparada de custos dos insumos, como o aço, alumínio e borracha, e logísticos, além dos efeitos da desvalorização do real frente ao dólar e outras moedas", afirmou o diretor comercial da Honda Motos, Alexandre Cury, à coluna por e-mail.

A empresa, líder do mercado de motos no Brasil, garante que faz esforços contínuos para absorver o impacto do aumento de custos. "No entanto, nesse momento, uma parte precisou ser repassada ao preço do produto", finalizou o executivo.

fabrica de motos - Divulgação - Divulgação
Fabricantes "culpam" aumento dos insumos e do frete, além da alta do dólar, pelo reajuste no preço das motos
Imagem: Divulgação

A Kawasaki também reajustou os preços de suas motos em média 11% no último ano. A naked de entrada Z 400, por exemplo, passou de R$ 31.210 para 31.490. Mas alguns modelos de maior capacidade cúbica subiram mais.

A marca japonesa aponta o aumento absurdo dos fretes como o principal vilão para o reajuste dos preços. "Devido a pandemia dos últimos dois anos, tivemos aumentos nos insumos e fretes - esses num percentual muito maior - e tivemos que acatar este aumento para conseguirmos atender o mínimo da demanda do mercado", afirmou a gerente comercial e marketing da Kawasaki Motores do Brasil, Sonia Harue.

Motos mais vendidas ficam mais caras

Fizemos um levantamento dos preços das 10 motos mais vendidas em 2021. Dominado por Honda e Yamaha, todos os modelos do ranking, sem exceção, começaram 2022 mais caros. Confira os novos valores dos modelos e versões campeões de vendas.

Honda CG 160 Fan - R$ 12.710

Honda Biz 125 - R$ 12.000

Honda NXR 160 Bros - R$ 15.330

Honda Pop 110i - R$ 7.850

Honda CB 250F Twister CBS - R$ 17.360

Yamaha XTZ 150 Crosser S - R$ 15.790

Yamaha Factor 150 UBS - R$ 12.590

Yamaha Fazer 250 ABS - R$ 20.190

Honda XRE 300 ABS - R$ 21.800

Honda PCX ABS - R$ 15.590

Vale lembrar que os valores acima são os preços públicos sugeridos pelas fabricantes e não incluem o frete e o seguro, que variam de acordo com a região. Também é importante ressaltar que essa tabela não vale para o estado de São Paulo, onde a alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para motos novas é de 14,5% - mais alta do que o ICMS de 12% cobrado em outros estados.