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Sistema ESS chega às motos para prevenir colisões traseiras; conheça

Depois da BMW, Honda adota Emergency Stop Signal, ou alerta de frenagem de emergência, nos modelos de alta cilindrada - Divulgação
Depois da BMW, Honda adota Emergency Stop Signal, ou alerta de frenagem de emergência, nos modelos de alta cilindrada Imagem: Divulgação
Arthur Caldeira

Arthur Caldeira, jornalista e motociclista (necessariamente nessa ordem) fundador da Agência INFOMOTO. Mesmo cansado de ouvir que é "louco", anda de moto todos os dias no caótico trânsito de São Paulo.

Colunista do UOL

09/07/2020 12h34

Já adotado em automóveis e motocicletas mais luxuosas, o sistema Emergency Stop Signal (ESS) começa a se popularizar entre as motos. O dispositivo, chamado de alerta de frenagem de emergência, em tradução do inglês, promete alertar o veículo que vem atrás quando o motociclista fizer uma frenagem brusca. O objetivo é prevenir colisões traseiras que, infelizmente, são comuns em motos.

Desde fevereiro deste ano, a Honda passou a equipar todas as suas motos de alta cilindrada com o sistema ESS. O primeiro modelo da marca equipado com o alerta de frenagem de emergência foi a CB 1000R, apresentada em maio de 2019. De lá para cá, a nova geração da Africa Twin, a linha CB 500 e a recém-lançada família CB 650 adotaram o dispositivo de segurança.

BMW DBL - Divulgação - Divulgação
Dynamic Brake Light, criado pela BMW em 2015, também pisca a lanterna traseira em frenagens acima de 50 km/h
Imagem: Divulgação
Vale ressaltar o protagonismo da BMW que, em 2015, criou o Dynamic Brake Light (luz dinâmica de freio) e instalou em praticamente toda sua linha de motos atual. Apesar do nome diferente, o sistema tem funcionamento semelhante ao utilizado pela Honda e o mesmo objetivo: avisar o condutor do veículo que vem atrás sobre uma situação de emergência, que exigiu uma frenagem brusca e inesperada.

Como funciona

Nas motos Honda, as luzes de direção traseiras (setas) funcionam como alerta de frenagem de emergência. Mas elas não piscam em uma frenagem normal, tranquila. O sistema só funciona a uma velocidade mínima de 53 km/h, com qualquer um dos freios funcionando, se for detectada uma aceleração negativa de no mínimo 6,0 m/s². Então, as setas traseiras piscarão, avisando outros usuários da estrada que a moto está em processo de parada.

Honda ESS - Divulgação - Divulgação
Sistema que equipa as motos Honda faz as setas traseiras piscarem no caso de uma frenagem brusca, para alertar o veículo que vem atrás
Imagem: Divulgação
Ou seja, em uma frenagem brusca, daquelas de grudar o manete na manopla e "calcar" o pé no pedal de freio, as setas funcionam como pisca-alerta para outros motociclistas ou motoristas que venham atrás. Em condições de chuva, o limite de aceleração negativa é reduzido para no mínimo 2,5 m/ e funciona em conjunto com o ABS.

No caso do Dynamic Brake Light da BMW, a diferença é que há dois níveis de aviso nas lanternas traseiras: o de frenagem forte e o emergencial. O primeiro é ativado quando a moto começa a frear em uma velocidade acima de 50 km/h: a luz de freio pisca em uma frequência de 5 Hertz para avisar os demais condutores sobre a manobra. Se a frenagem continuar até a motocicleta chegar a 14 km/h, entra em ação o segundo nível: as luzes de seta passam a piscar juntas (o chamado pisca-alerta), e continuam acionadas até que a moto retome velocidade mínima de 20 km/h.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.