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Carros flex aceitam qualquer tipo de vela de ignição? Entenda como funciona

Thais Roland

Thais Roland é técnica em Manutenção Automotiva e apaixonada pela graxa. Com seu canal no YouTube 'Coisa de Meninos Nada', busca informar, orientar e dar suporte em relação a dúvidas e neuras sobre o mundo dos carros

Colunista do UOL

28/07/2020 04h00

Nossa coluna anterior sobre velas de ignição ideais para motores exclusivamente a gasolina e a etanol trouxe uma dúvida de nossos leitores: e nos carros flex, como funciona? Então neste texto vamos falar sobre as velas para veículo bicombustível.

Assim como motores apenas a gasolina ou a etanol, os bicombustíveis também possuem uma vela específica.

Mais uma vez Cesar Carvalhais, da Bosch, nos alerta sobre o índice térmico que, nesse caso, precisa ser um valor intermediário, que consiga atender às diversas situações possíveis, tanto em relação à taxa de compressão quanto aos ângulos de avanço do álcool e da gasolina.

Também é importante ressaltar que, de um motor para outro, mesmo sendo flex, a vela pode mudar. Por isso, continua sendo muito importante consultar os catálogos de aplicação para comprar a mais adequada para o motor do seu carro.

É importante lembrar que, quanto mais moderno o carro é, mais específicas são as coisas para ele. A engenharia desenha o veículo de maneira tão precisa que as demandas de peças, fluidos e tudo mais também ficam mais rigorosos.

Precisamos abandonar algumas ideias antigas de colocar qualquer coisa que funciona, ou de que carro moderno é frágil porque exige um monte de cuidados.

Motores antigos "aceitavam qualquer coisa", mas também não entregavam melhor desempenho, consumo de combustível e diversas outras características que os modernos, justamente pela precisão, entregam muito mais.

E, para quem achou absurdo eu ter falado de motores exclusivamente a gasolina ou a álcool no texto anterior, precisam lembrar que a frota brasileira não é composta apenas por carros bicombustíveis, apesar de serem mais comuns.