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Pfizer se antecipa e já prepara vacina anticovid contra ômicron, diz CEO

"Variante ômicron nos lembra que pandemia não acabou", alerta diretor da OMS -
"Variante ômicron nos lembra que pandemia não acabou", alerta diretor da OMS

29/11/2021 15h14

O PDG da Pfizer, Albert Bourla, anunciou nesta segunda-feira (29) que o laboratório Pfizer já trabalha, desde sexta-feira (26), em uma nova versão de sua vacina anticovid contra a ômicron. De acordo com o executivo, trata-se de uma medida de precaução caso o imunizante atual não seja suficientemente eficaz contra a nova variante. 

O PDG da Pfizer, Albert Bourla, anunciou nesta segunda-feira (29) que o laboratório Pfizer já trabalha, desde sexta-feira (26), em uma nova versão de sua vacina anticovid contra a ômicron. De acordo com o executivo, trata-se de uma medida de precaução caso o imunizante atual não seja suficientemente eficaz contra a nova variante.

"Ainda há muitas questões em aberto" em torno da nova variante detectada na África do Sul, classificada de "preocupante" pela OMS, declarou Bourla em entrevista ao canal americano CNBC. "Ficaremos a par do que é essencial saber dentro de algumas semanas", completou. "Precisamos realizar testes para avaliar a eficácia das vacinas atuais, desenvolvidas em parceria com a BioNTech, contra a ômicron", acrescentou.

"Mas, se a vacina atual proteger menos e houver a necessidade de criar um novo imunizante, nós já iniciamos esse trabalho na sexta-feira. Já temos nosso primeiro modelo de DNA, que é a primeira etapa do desenvolvimento de uma nova vacina", explicou. O CEO da Pfizer assegurou, entretanto, ter confiança na vacina que é atualmente distribuída no mercado, "porque conseguimos obter a dose correta já no início."

A Pfizer já criou, no passado, duas versões de sua vacina em menos de cem dias contra as variantes Delta e Beta, que não precisaram ser utilizadas. Se necessário, o soro contra a ômicron pode estar pronto para uso em 95 dias, disse o executivo da Pfizer.

O grupo anunciou que tem capacidade para produzir quatro bilhões de doses da vacina à base de RNA mensageiro no próximo ano, assegurou. O laboratório Moderna, que também produz um imunizante contra a Covid-19, também anunciou sua intenção de desenvolver um reforço específico para a ômicron.

O CEO da Pfizer citou a pílula anticovid desenvolvida pelo laboratório como uma arma para tratar a doença. O medicamento demonstrou uma eficácia de 89% contra as hospitalizações e mortes durante os testes clínicos.

A pílula, afirma Bourla, também foi criada para lutar contra as mutações. "Estou confiante na capacidade da pílula de agir contra as mutações", afirmou. "Não podemos nos esquecer que a situação epidêmica é diferente quando você tem um tratamento que reduz de 10 para uma o número de pessoas que precisam de hospitalização", acrescentou.

G7 alerta para "urgência"

A variante ômicron é "altamente transmissível" e requer "ação urgente", alertaram os ministros da saúde do G7 nesta segunda-feira(29) após reunião de emergência convocada por Londres.

"A comunidade internacional enfrenta a ameaça de uma nova variante altamente transmissível da Covid-19, que requer ação urgente", disseram os ministros em um comunicado conjunto após a reunião.

"Os ministros elogiaram o trabalho exemplar da África do Sul em detectar a variante e alertar os outros", acrescentaram, enquanto lamentaram as restrições impostas ao país.

Os países do G7 também "reconheceram a importância estratégica de garantir o acesso às vacinas", "preparar" os países para receber as doses, fornecer "assistência operacional, cumprir compromissos de doação, abordar a desinformação sobre vacinas e apoiar a pesquisa e o desenvolvimento".

O G7 também se comprometeu a "continuar a trabalhar em estreita colaboração com a OMS e parceiros internacionais para compartilhar informações e monitorar a ômicron". "Os ministros prometeram se reunir novamente em dezembro", disseram.

A nova variante representa um "risco muito alto" em todo o mundo, alertou a Organização Mundial da Saúde nesta segunda-feira. A lista de países em que foi detectada é crescente, principalmente na Europa, depois que os primeiros casos foram registrados em países do sul da África em novembro.

(Com informações da AFP)

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