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João Gordo sofre com DPOC; doença é grave, mas tem tratamento

O cantor e apresentador João Gordo - Lucas Lima/UOL
O cantor e apresentador João Gordo Imagem: Lucas Lima/UOL

De VivaBem*, em São Paulo

29/06/2022 16h03

Nas redes sociais, o cantor e apresentador João Gordo contou que está enfrentando problemas de saúde. Viviane Torrico, esposa do artista, explicou que ele tem DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica).

A falta de ar é um dos sintomas que tem sido constante na vida de João Gordo. Em um vídeo, ele comentou sobre a doença: "Quando muda o tempo, fico cheio de catarro e não consigo dormir."

Em uma foto postada no Instagram, ele mostrou um tratamento indicado para desentupir as vias aéreas por meio da inalação de vapor com soro ou medicamentos para umidificar as vias respiratórias.

Causas

A DPOC é uma manifestação de duas doenças respiratórias que obstruem a passagem do ar pelos pulmões: bronquite crônica e enfisema pulmonar. Boa parte dos pacientes tem os dois problemas juntos. A doença está intimamente relacionada ao tabagismo: 70% dos pacientes com DPOC são fumantes.

Até 2030, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que a DPOC deverá ser a terceira causa de morte no mundo.

A DPOC se instala no paciente depois de um quadro persistente de bronquite crônica associado ao uso de cigarro ou de um enfisema pulmonar. O pulmão é como uma árvore de ponta cabeça: o tronco da árvore é a traqueia e os galhos são os brônquios, por onde o ar passa para chegar nos alvéolos.

A bronquite é uma inflamação crônica da parede dos brônquios, que dificulta a passagem do ar, e o enfisema também reduz o fluxo de ar, mas em paralelo ele diminui e destrói os alvéolos, que são as estruturas que promovem as trocas gasosas no órgão.

No caso do enfisema, as partículas tóxicas do cigarro destroem os alvéolos e deixam grandes espaços no pulmão na região onde tem a absorção do oxigênio e a eliminação do gás carbônico.

"É uma doença bastante comum, prevenível e tratável. Caracteriza-se por uma inflamação nos brônquios que leva a uma redução da passagem de ar (bronquite). Também acarreta uma destruição dos alvéolos pulmonares, substituindo os tecidos pulmonares por grandes vazios (enfisema pulmonar)", destaca Frederico Fernandes, presidente da SPPT (Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia).

É comum ocorrer períodos de "exacerbação", ou seja, uma piora aguda da condição pulmonar e dos sintomas. Isso causa grandes riscos para a pessoa com DPOC. A doença geralmente acomete pessoas acima dos 50 anos, mas também pode atingir adultos jovens.

Sintomas

Os sintomas podem variar de leves a muito graves. A respiração vai ficando mais difícil conforme a doença evolui. Os principais sinais de alerta são os seguintes:

  • tosse frequente com ou sem catarro;
  • falta de ar;
  • respiração ofegante;
  • aperto ou chiado no peito;
  • cansaço;
  • infecções respiratórias frequentes;
  • demorar mais tempo para expirar do que inalar.

Diagnóstico e tratamento

Vale destacar que, segundo a SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia), a doença atinge 6 milhões de brasileiros e apenas 12% recebem o diagnóstico. E além disso, entre os que identificam a doença, somente 18% seguem o tratamento.

Para o diagnóstico, é necessária uma avaliação do médico que deve identificar os sintomas e se há algum fator de predisposição para a doença. O exame mais importante é a espirometria, que mede a capacidade da função pulmonar.

Após a identificação da doença, recomenda-se que a pessoa pare de fumar, caso ainda use cigarro. Essa é a única forma de evitar a rápida progressão da doença e preservar o pulmão. Alguns fumantes demoram para buscar ajuda médica, pois acreditam que os sintomas como tosse e falta de ar são decorrentes do tabagismo, o que agrava ainda mais a situação.

Para quem sente falta de ar, são indicados medicamentos inalatórios (popularmente conhecidos como "bombinhas"). Eles ajudam a relaxar os músculos próximos das vias respiratórias, o que facilita a passagem de ar. Já os medicamentos como corticoides diminuem as inflamações e retardam a lesão pulmonar.

Também é preciso manter a vacinação em dia, especialmente a vacina pneumocócica (contra a pneumonia) e a influenza. Essa atitude reduz as chances de desenvolver uma DPOC devido a uma infecção pulmonar. Em alguns casos, indicam-se medicamentos especificamente para reduzir a taxa de "exacerbações" visando aumentar a qualidade de vida.

Além dos tratamentos medicamentosos e mudanças no estilo de vida, algumas vezes, pode ser necessária uma reabilitação respiratória pulmonar, cirurgias ou suplementação de oxigênio.

*Com informações de reportagens publicadas em 30/11/2020 e 31/05/2022

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