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Surto de Influenza A atinge Rio de Janeiro; saiba como prevenir a doença

FG Trade/Istock
Imagem: FG Trade/Istock

Giulia Granchi

Do VivaBem, em São Paulo

24/11/2021 16h46

Os casos de Influenza A, um tipo de gripe, subiram na cidade do Rio de Janeiro nos últimos dias. A cobertura vacinal chegou a apenas 57% do público-alvo da campanha, e agora parte da população já sofre com os sintomas.

Em entrevista à Globo, o secretário de saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, afirmou que a cidade já apresenta um aumento dos casos, e 38% das ocorrências com sintomas respiratórios que chegam à rede municipal são causadas pela influenza A.

Os quadros mais graves, disse ele, apareceram em crianças de seis meses a seis anos, gestantes e pessoas com mais de 60 anos.

Na avaliação do infectologista Álvaro Costa, que atua no HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), um fator que pode ter levado a esse quadro foi a priorização da vacina contra a covid-19. "Pela urgência do momento, muitas pessoas receberam a imunização contra o Sars-CoV-2 e deixaram outras de la. A cobertura vacinal acabou ficando ruim para algumas doenças infecciosas."

Como se proteger da Influenza A?

Vacinação

Por ser um vírus respiratório, as medidas de proteção são bastante semelhante àquelas adotadas contra a covid-19. A primeira, e bastante eficaz, é a vacinação.

"O imunizante protege contra a Influenza A e outros subtipos do vírus da gripe —sempre é incluída a proteção contra os vírus que estavam circulando no inverno anterior. Assim como é com a vacina da covid-19, ela não impede a infecção, mas protege contra a forma grave da doença", aponta Costa.

Na cidade do Rio de Janeiro, apesar de a campanha oficial ter acabado em agosto, é possível receber a vacina na rede pública enquanto durarem os estoques das doses.

Se você está com os sintomas da gripe e ainda não foi vacinado, o melhor é esperar cerca de duas semanas para receber o imunizante —que também não deve ser tomado junto com a vacina contra a covid-19. A recomendação do Ministério da Saúde, por falta de dados sobre a aplicação conjunta das duas vacinas, é fazer um intervalo de 14 dias entre a aplicação das doses diferentes.

Uso de máscara

O hábito de usar máscara, avalia o infectologista, é um legado positivo que a pandemia pode deixar. "É uma maneira de se proteger contra as doenças respiratórias em geral, essencial, principalmente, para os grupos mais vulneráveis."

A proteção deve ser usada também por quem está com os sintomas da gripe, para que evite passar a doença para outras pessoas.

Distanciamento

Manter o distanciamento de pessoas com sintomas e evitar locais fechados, com aglomeração e com pouca ventilação —recomendação que vale também pela pandemia da covid-19 não estar totalmente controlada— são boas práticas para diminuir os riscos.

Será gripe ou covid-19? Confirmação só pode ser feita com teste

A gripe inicia-se em geral com febre alta, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias. Os sinais são extremamente similares aos causados pelo coronavírus.

"A perda de olfato e paladar pode ajudar, mas em geral, é quase indistinguível, os sintomas clínicos são muito parecidos", esclarece Álvaro Costa. Para certificar-se de que não é covid-19, é possível fazer os testes de detecção da doença.

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