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Reino Unido: Estudo indica queda de proteção de vacinas em cerca de 5 meses

Reino Unido estuda a possibilidade de aplicação de uma dose de reforço - iStock
Reino Unido estuda a possibilidade de aplicação de uma dose de reforço Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo*

25/08/2021 07h46Atualizada em 25/08/2021 08h19

A proteção contra covid-19 oferecida por duas doses das vacinas Pfizer e AstraZeneca começa a cair em cerca de cinco meses, indica um estudo de pesquisadores do Reino Unido.

A eficácia do imunizante da Pfizer na prevenção da infecção por covid-19 caiu de 88% no mês após a segunda dose para 74% depois de cinco a seis meses, mostrou uma análise de dados coletados no estudo britânico Zoe Covid.

Para a vacina AstraZeneca, a eficácia caiu de 77% para 67% após quatro a cinco meses.

O estudo foi baseado em dados de mais de 1,2 milhão de resultados de testes. A análise anterior dos dados sugeriu que as vacinas forneciam proteção por pelo menos seis meses.

Segundo Tim Spector, principal pesquisador da Zoe Covid, os dados mostram a necessidade de organizar a aplicação de uma dose de reforço.

"Isso está trazendo à tona a necessidade de alguma ação. Não podemos apenas ficar sentados e ver a proteção diminuindo lentamente enquanto os casos ainda são altos e a chance de infecção ainda alta", disse Spector em entrevista à emissora BBC.

O Reino Unido começou a planejar uma campanha de reforço da vacina contra covid-19 ainda este ano, depois que os principais consultores de vacinas disseram que pode ser necessário uma dose de reforço aos idosos e mais vulneráveis.

Esse não é o primeiro estudo que aponta para a queda da proteção das vacinas anticovid. Nas últimas semanas, diversas pesquisas internacionais vêm sendo publicadas por revistas científicas alertando para os riscos da variante Delta, altamente contagiosa. A linhagem vem contaminando e sendo propagada também por pessoas já vacinadas contra a covid-19, embora o imunizante se mostre eficaz contra casos graves e contaminações.

A maior preocupação da comunidade médica é com as pessoas não vacinadas e com populações que não podem ser imunizadas até o momento, como os menores de 12 anos. Alguns países, como a França e os Estados Unidos, vêm registrando um aumento de bebês e crianças em hospitais e UTIs. Na maioria dos casos, eles são contaminados por mães e pais não vacinados.

Campanha para a terceira dose

Vários países europeus, Israel e os Estados Unidos apostam na terceira dose dos imunizantes anticovid para tentar barrar a propagação da variante Delta. Na França, a Alta Autoridade de Saúde recomendou na terça-feira (24) que pessoas com mais de 65 anos e suscetíveis de desenvolver formas graves da doença recebam uma terceira injeção a partir de setembro.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) se pronunciou diversas vezes contra as campanhas para as injeções de reforço. A instituição acredita que, para vencer a pandemia, a vacinação completa em países que ainda não tem acesso aos imunizantes precisa ser a prioridade.

Apesar da resistência dos movimentos antivacinas, especialistas do mundo inteiro vem alertando sobre a necessidade urgente da adesão à imunização para impedir o surgimento de variantes do coronavírus mais resistentes. Diante da queda da eficácia dos fármacos ao longo dos meses, muitos deles defendem que a vacinação contra a covid-19 deverá se tornar anual, como ocorre atualmente contra a gripe.

Com informações das agências Reuters e RFI.