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Sem disposição para brincar com a filha, ela mudou hábitos e perdeu 16 kg

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Bárbara Therrie

Colaboração para o VivaBem

24/06/2021 04h00

Em meio a alguns tratamentos psiquiátricos, a servidora pública Danuta Augusto Pinheiro Rodrigues, 36, engordou e não tinha disposição para nada, só queria saber de comer e dormir. Ao ouvir a filha reclamar que a mãe nunca brincava com ela, Danuta aderiu à dieta low carb e emagreceu para ter mais energia. A seguir, ela conta como conseguiu

"Até o nascimento da minha filha, a Anike, eu tinha um peso estável. Inclusive, consegui emagrecer os 14 kg que ganhei durante a gestação. Meu maior problema foram os transtornos psiquiátricos que desenvolvi ao longo dos anos seguintes.

Em janeiro de 2014, fui diagnosticada com transtorno psicótico obsessivo agudo. Com apenas três meses de medicação, engordei 16 kg, chegando a 71 kg —tenho 1,51 m de altura, ou seja, estava com IMC 31 e já era considerada obesa. Em 2015 tive uma crise de euforia e, em 2016, recebi um novo diagnóstico: transtorno afetivo bipolar.

Como emagreci - Danuta - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Durante esses dois anos, fiz terapia, tomei remédio e parei com todas as atividades físicas que eu adorava —patinar, andar de bike, correr, fazer musculação.

Comia besteira o dia todo: macarrão, biscoito, sorvete, salgadinho, chocolate, pizza. Os quilos a mais abalaram a minha autoestima. Eu não queria mais colocar biquíni e só ia à praia com roupa larga. Por vergonha do meu corpo, só tinha relação sexual com meu marido no escuro.

A pior parte era não ter energia e disposição para nada, nem para brincar com a minha filha. Eu delegava essa função para outras pessoas, vivia pedindo para o meu marido e para as minhas irmãs brincarem com a Anike. Só queria saber de comer e dormir. Saía do trabalho e ia direto para o supermercado comprar todas as guloseimas que eu gostava. Escondia tudo no guarda-roupa para poder comer sozinha ou já comia dentro do carro mesmo, antes de chegar em casa. Depois, dormia a tarde inteira.

Minha filha começou a reclamar de falta de atenção, dizia que eu não brincava com ela, que eu só dormia ou ficava no celular. Ouvir isso doeu demais, eu me senti uma mãe horrível e decidi mudar

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Imagem: Arquivo pessoal

Iniciei meu processo de emagrecimento em novembro de 2016. Fui à nutricionista e ela me passou a dieta low carb. Basicamente, eu comia todos os tipos de proteínas (carnes, frango, peixe, ovo), verduras e legumes (brócolis, couve, espinafre, vagem), raízes (mandioquinha, batata-doce) e frutas. Como não abro mão de chocolate, a nutricionista disse que eu podia consumir dois tabletes de chocolate 70% cacau, no cafezinho depois do almoço. Segui essa dieta por seis meses e perdi cerca de 1 kg por mês.

Três meses depois de começar a mudar os hábitos alimentares, voltei a praticar atividade física, por incentivo da minha irmã mais nova. Mesmo odiando academia, ela se matriculou e, durante um mês, ia me buscar em casa para nós irmos juntas.

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Imagem: Arquivo pessoal

Como eu não tinha mais blusas que cabiam em mim, fui treinar com as camisas do meu esposo até conseguir emagrecer. Fazia treinamento funcional por uma hora, de segunda a sábado. Minha irmã parou de malhar e eu continuei...

Em maio de 2017, comecei a fazer coach de emagrecimento com uma amiga que estava fazendo um curso na área. O acompanhamento consistia em participar de uma reunião, por videoconferência, com outras mulheres que estavam tentando emagrecer. Toda semana minha amiga lançava um desafio que deveríamos seguir —comer um novo alimento saudável, por exemplo.

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Imagem: Arquivo pessoal

Além disso, minha amiga trabalhava a parte comportamental, ela nos fazia algumas questões para refletir e nos incentivava a já visualizar o resultado: 'Por que eu quero emagrecer? Quais benefícios terei? O que eu quero fazer quando ficar magra?'. Ela dizia que, para atingir esses objetivos, só dependia da gente, mas que para isso seria necessário força de vontade —e nos imaginarmos alcançando o resultado ajudava a ter motivação para manter o foco.

Eu tinha uma lista de desejos que compartilhei no grupo: não ter mais vergonha de usar biquíni, malhar de top, me sentir bem em frente ao espelho, andar sem a barriga ficar balançando. Em três meses de coach, exercícios e alimentação saudável, eliminei 10 kg. Em nove meses de processo, emagreci 16 kg e atingi 55 kg.

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Imagem: Arquivo pessoal

De 2017 para cá, eu me mantenho perto desse peso e fiz algumas mudanças na rotina. Pratiquei CrossFit por um ano e parei o exercício funcional e comecei a fazer musculação, para ganhar massa magra. Não sigo nenhuma dieta específica, mas procuro ter uma alimentação regrada e saudável —ou seja, sigo consumindo carnes, ovos, verduras, legumes, frutas, castanhas e evitando fast-food, doces, carboidratos refinados e alimentos ultraprocessados. .

Continuo com o tratamento psiquiátrico, mas hoje eu me sinto bem melhor, mais viva, mais bonita. Não tenho mais vergonha de usar biquíni, minha vida sexual com o marido melhorou e, principalmente, tenho toda a disposição do mundo para brincar com a minha filha e dar toda a atenção que ela merece."

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