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Covid: Vacina não vai deixar corpo fechado, mas reduz risco, diz Pasternak

Do VivaBem, em São Paulo

04/05/2021 11h23

A microbiologista Natalia Pasternak afirmou que "nenhuma vacina contra covid é 100% eficaz com 0% de efeitos colaterais", mas que a imunização reduz bastante os riscos.

"Infelizmente é isso que as pessoas esperam, elas querem algo que seja 100% eficaz, ou seja, protege completamente. Você está vacinado, você fica de corpo fechado e, de preferência, 0% de efeitos diversos. Primeira notícia: isso não existe. Nem para vacinas, nem para medicamentos. O que existe sempre é uma redução do risco e um aumento do benefício", afirmou durante o UOL Debate - Quando estaremos todos vacinados contra covid-19? desta terça-feira (4).

A conversa foi mediada pela jornalista Fabíola Cidral, apresentadora do UOL, e contou com a presença do oncologista Drauzio Varella e do infectologista Esper Kallás.

"A vacina vai reduzir o seu risco de adoecer, de acordo com a eficácia dela. Se tem você, que se vacinou, e o cara que não se vacinou, e vocês dois estão expostos às mesmas condições, ao mesmo local, à mesma circulação do vírus, o que a vacina vai fazer é reduzir sua chance de ficar doente. Reduzir em quanto? Reduzir em 70%, 50%, de acordo com a eficácia dela. Então é um bom negócio comparado com o cara que não se vacinou, mas não é total", completou.

Kallás reforçou que o efeito da vacina "não é só individual". "Se todo mundo tomar, a chance do vírus circular entre nós cai muito, basta olhar o que está acontecendo na Inglaterra hoje. A quantidade de casos reduziu enormemente. Se todo mundo tomar vacina, se todos os jogadores do time tomarem vacina e forem bons jogadores, o time não perde, o número de gols vai ser zero ou um gol raríssimo, de vez em quando. Mas o benefício é coletivo", afirmou.

Drauzio alertou para as pessoas que já tomaram vacina não encararem a imunização como uma espécie de passe livre. "A vacina não é um salvo-conduto, de jeito nenhum. Eu estou vacinado, vou sair de máscara, não vou me aglomerar, vou tentar reduzir ao máximo o risco de entrar em contato com o vírus. É isso que você tem que fazer nas campanhas de esclarecimento, campanhas oficiais, não existe vacinação sem campanha. Nunca tivemos vacinação sem campanha, é a primeira vez", disse.

Ainda segundo o oncologista, faltaram campanhas do governo federal e do ministério da Saúde explicando, por exemplo, a importância do uso de máscaras. "Essa situação acaba gerando essa confusão, a pessoa 'ah, tomei a vacina, posso visitar meus netos', mas não é bem assim", alertou.

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