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Pesquisa: DMRI é 3ª maior causa de cegueira no país, mas muitos desconhecem

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Imagem: iStock

Bruna Alves

Do VivaBem, em São Paulo

18/04/2021 14h48

Uma pesquisa encomendada pela farmacêutica Bayer em parceria com o Ibope mostrou que 74% dos entrevistados não conhecem a principal causa de perda visual na terceira idade, que também é a terceira maior causa de cegueira no Brasil, a DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade), que atinge cerca de 3 milhões de pessoas por aqui.

Inclusive, 65% da faixa etária mais acometida pela condição —pessoas com 55 anos ou mais, nunca sequer ouviram falar sobre a doença, que acomete, em média, 30 milhões de idosos ao redor do mundo.

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas por telefone entre os dias 18 e 23 de junho de 2020 e entrevistou 125 pessoas online com diabetes, entre os dias 22 a 26 de junho de 2020. A média de idade foi de 43 anos, sendo a maioria mulheres. O levantamento concentrou a maior a parte dos entrevistados no Sudeste (44%), seguido do Nordeste (26%), Sul (15%), Norte e Centro Oeste com apenas 8% dos entrevistados.

O levantamento aponta que, apesar da metade dos brasileiros ter medo da cegueira, 74% dos entrevistados nunca ouviram falar em DMRI. Já entre os diabéticos, o número é menor: 40% ouviu falar a respeito e, desses, cerca de 41% têm medo de ficar cego, por isso costumam fazer acompanhamento ao menos uma vez por ano.

Por outro lado, 24% dos entrevistados alegaram não saber qual especialista procurar para relatar um problema de saúde ocular. Por isso vale ressaltar que o oftalmologista especializado em doenças da retina, conhecido como retinólogo, é o mais indicado para cuidar de pacientes com DMRI.

Por fim, 54% dos entrevistados acreditam que o envelhecimento é a principal causa de cegueira, ficando apenas atrás da falta de controle da diabetes (84%) e infecção nos olhos (62%).

O que é a DMRI?

Degenerativa e progressiva, ela ocorre na parte central da retina (mácula) —área do olho responsável pela formação da imagem—, levando à perda da visão central, ficando só a periférica e, consequentemente, prejudicando a realização de atividades diárias, como ler, costurar e dirigir. Pode evoluir rapidamente ou devagar, afetando um olho e depois o outro.

Keila Monteiro de Carvalho, professora associada da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), diz que seus principais sintomas ocorrem, normalmente, após os 55 anos de idade. São eles: ponto escuro ou vazio no local de foco da visão, escrita parecendo borrada e linhas verticais distorcidas.

Wania Freire, gerente médica da área de oftalmologia da Bayer explica ainda que como inicialmente a visão não é afetada, muitos pacientes ficam até 10 anos sem apresentar sintomas, contribuindo, em muitos casos, com o diagnóstico tardio. Como em outras doenças, é valido destacar que o diagnóstico precoce é essencial para o sucesso do tratamento.

Já os principais fatores de risco para a DMRI são, além do envelhecimento, sedentarismo, obesidade, hipertensão, tabagismo, dieta rica em gorduras e hereditariedade.

"O desconhecimento da população sobre as doenças que causam perda de visão, aliado ao fato de não ter hábitos de vida saudáveis, como uma alimentação balanceada, prática de atividades físicas regulares, e a falta de acompanhamento médico regular, ainda mais por pessoas que apresentam fatores de risco, podem levar ao desenvolvimento e progressão da DMRI e à cegueira", afirma Wania Freire.

Por conta da pandemia, muita gente está deixando de ir aos centros oftalmológicos e parando de fazer o tratamento, o que pode ser bem prejudicial a saúde.

Com os cuidados necessários, é importante ir a consultas médicas e fazer o tratamento recomendado, além de buscar ajuda sempre que necessário para que a visão seja preservada e não se deteriore com a evolução da doença.

*Com informações de reportagem publicada em 24/01/2020.

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