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Vacina desenvolvida na Índia gera resposta imunológica, diz estudo

Profissional de saúde de Madurai, na Índia, recebe vacina contra covid-19; país já iniciou vacinação da Covaxin - Arun Sankar/AFP
Profissional de saúde de Madurai, na Índia, recebe vacina contra covid-19; país já iniciou vacinação da Covaxin Imagem: Arun Sankar/AFP

DO UOL, em São Paulo*

22/01/2021 10h14

A vacina Covaxin, desenvolvida na Índia pelo laboratório Bharat Biotech, teve na fase 1 de testes resultados de segurança dentro do esperado e gerou resposta imunológica aprimorada contra a covid-19, diz estudo publicado hoje pela revista científica The Lancet.

Os mesmos resultados foram publicados anteriormente no servidor de pré-impressão medRxiv em dezembro, mas ainda não tinham passado pela avaliação de pares para a chancela daquela que é considerada a maior referência em publicações científicas do mundo, a Lancet. Ainda não há dados sobre eficácia (capacidade de prevenir a doença) da vacina.

A Covaxin é um imunizante aplicado em duas doses que está passando por testes clínicos de Fase 3 na Índia com cerca de 26 mil voluntários desde meados de novembro. A candidata a vacina, que já recebeu autorização para uso emergencial na Índia, usa a tecnologia de vírus inativado.

Segundo o estudo, a vacina foi bem tolerada em todos os grupos de dosagem sem eventos adversos graves. Os autores relataram eventos adversos leves e moderados, mais frequentes após a primeira dose, destacando que um grave não estava relacionado à vacina.

O evento adverso mais comum foi dor no local da injeção, seguida por dor de cabeça, fadiga e febre.

Em relação à imunogenicidade, o estudo indica que, administradas em duas doses, com três semanas de intervalo, as proteínas virais da vacina ativam o sistema imunológico e preparam as pessoas para futuras infecções com o vírus infeccioso real.

Parceria no Brasil

Há dez dias, o laboratório Bharat Biotech anunciou acordo de fornecimento da Covaxin para a empresa brasileira Precisa Medicamentos e que, em caso de uma aprovação futura, a prioridade será dada ao setor público, por meio de acordo com o governo brasileiro.

A companhia disse ainda que o fornecimento a clínicas privadas de vacinação no Brasil pode ocorrer após aprovação do imunizante pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Até agora não há nenhum pedido de análise na agência sobre a vacina.

No início deste mês, a ABCVAC (Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas) enviou uma delegação à Índia para negociar a possível compra de doses da Covaxin para serem comercializadas por clínicas privadas.

Em uma transmissão em uma rede social, também na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro disse que o governo federal não vai "criar problema" para clínicas privadas comprarem doses de vacinas contra a Covid-19.

*Com informações da Reuters

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