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Ele engordou após bariátrica, venceu preconceito com o treino e secou 53 kg

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Thamires Andrade

Do VivaBem

21/01/2021 04h00

Alan de Mello Oliveira comia muita fast-food e passou dos 130 kg. Após algumas situações em que se sentiu constrangido por causa da obesidade, ele decidiu fazer a bariátrica. Mas, como não mudou completamente os hábitos, começou a ganhar peso após emagrecer com a cirurgia e ficou assustado. Então, decidiu acabar com a vergonha de ir para a academia, se apaixonou pelo treino e agora quer competir no fisiculturismo

"Fui um bebê com sobrepeso. Antigamente, tinha aquele mito de que criança gordinha era saudável e, por isso, minha mãe nunca foi de podar meus excessos na alimentação. Ela sempre foi muito saudável e comia legumes, verduras, mas eu batia o pé e recusava tudo. Sempre abusava do açúcar! Tomava leite com achocolatado e duas colheres de açúcar.

Quando me tornei adulto, minha alimentação piorou. Comia cinco pastéis na rua e, quando chegava em casa, queria sobremesa. Depois de casar, saltei do sobrepeso para a obesidade. Trabalhava bastante e não tinha noção de como administrar uma casa, não dava tempo de cozinhar. Então, pedia fast-food. Nada saudável.

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Imagem: Arquivo pessoal

A situação piorou depois que troquei de emprego e comecei a ministrar treinamentos de marketing e técnicas comerciais, viajando por todo o Brasil. Cada dia estava em um lugar diferente, com uma comida típica para experimentar. Abusei e engordei ainda mais.

Parei de me pesar quando atingi 130 kg. Fugia da balança para não encarar a realidade. Cheguei até a ganhar uma bicicleta no sorteio da empresa, mas quando tentei pedalar a roda amassou!

Duas situações foram determinantes para eu perceber que precisava buscar ajuda. Um dia fui comprar uma camisa social, já que as minhas não serviam mais. Mal entrei na loja e a vendedora já veio em minha direção dizendo que não havia nada para o meu tamanho. Fiquei tão abalado emocionalmente que nem tive reação. Sai e me senti o pior cara do mundo.

O outro episódio foi antes de uma festa de casamento. Eu e minha esposa seríamos padrinhos e descobri que tiveram que trocar a vestimenta de todos os padrinhos para que eu pudesse fazer parte da cerimônia, já que a loja que alugava os trajes não tinha uma peça do meu tamanho do modelo inicialmente escolhido pelos noivos.

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Imagem: Arquivo pessoal

Conversando com um colega de trabalho sobre essas dificuldades que enfrentei, ele disse que sabia o que eu estava passando e contou que fez a bariátrica e estava superbem. Eu era contra a cirurgia, achava que só 'valia' emagrecer na raça, sem atalhos' —como se uma cirurgia supertraumática como essa fosse algo simples e fácil. Mas resolvi ir atrás da operação, mesmo sem esperança.

Logo na 1ª vez que conversei com a médica, tirei todo esse estigma da minha cabeça. Sabia que teria uma série de restrições e precisaria de disciplina, mas decidi encarar. Resolvi fazer uma despedida no fim de ano, comendo tudo o que tinha direito e, em janeiro de 2016, operei. Em termos de dor, foi tranquilo, mas o psicológico não foi fácil, principalmente no início. Não podia comer nada do que gostava —e nem conseguiria— e fiquei muito irritado, meio que em uma crise de abstinência.

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Imagem: Arquivo pessoal

Até os oito meses tive acompanhamento de uma equipe multidisciplinar e isso fez muita diferença. Emagreci bastante, mas aos poucos fui liberando algumas coisas na alimentação e comecei a engordar novamente. Isso me assustou! Foi quando minha esposa me incentivou a entrar na academia. Era daqueles que zoava quem frequentava o local, também por ter vergonha de treinar quando era obeso, mas encarei como minha última alternativa para não voltar ao que era.

Seis meses depois, já estava gostando de fazer exercícios e indo em pleno inverno treinar. Aos poucos, comecei a mudar objetivos. Vi que era capaz de transformar meu corpo. Depois de um ano, comecei a sonhar em competir no fisiculturismo. Mas para ter um shape competitivo é preciso levar a dieta muito a sério. É realmente encarar a comida como um meio para um fim.

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Imagem: Arquivo pessoal

Já tem dois anos que carrego minhas marmitas para onde vou. Antes da pandemia, levava marmitas na mala quando ia viajar a trabalho, para não comer besteira. Comia até marmita gelada no hotel antes de ir jantar com os clientes, para não ficar com fome e depois no restaurante conseguir me manter só na salada. Hoje em dia, minha mulher também se animou e está na busca de um corpo mais atlético.

Para conseguir mudar é preciso ter persistência para não desistir no caminho. Fui imediatista no início do meu processo. Assim como as pessoas não ficam obesas de uma hora para outra, também não dá para emagrecer assim de uma hora para outra, sem grandes mudanças de hábitos.

É um processo que demanda esforço. Muita gente se frustra por não ver grandes resultados em poucos meses e aí acaba cometendo erros, seguindo dietas muito restritivas. O importante é buscar equilíbrio"

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Imagem: Arquivo pessoal

Antes de começar a competir, nunca cortei nada da alimentação, mas hoje tenho essa exigência de me privar de algumas coisas, como açúcar, pesar minha alimentação etc.

Cheguei a perder mais de 53 kg e pesar 77 kg, mas depois ganhei massa muscular e hoje me mantenho nos 87 kg. A bariátrica não é um milagre, ela não cura a obesidade. Por isso é muito importante a mudança do estilo de vida. Muitos obesos sentem vergonha de ir para a academia, se sentem julgados e acabam se afastando de um dos lugares mais importantes para conseguir mudar de vida.

Como alguém que já esteve do outro lado, hoje é uma das minhas missões enfatizar que as pessoas não devem desistir!

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