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Como emagreci

Histórias inspiradoras de quem mudou a silhueta


Como emagreci

Ela secou 40 kg, mudou corpo com desafio na internet e virou fisiculturista

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Bárbara Therrie

Colaboração para o UOL VivaBem

24/01/2019 04h00

Aos 44 anos, a dona de casa Patrícia Maffeo teve vários problemas de saúde e chegou aos 100 kg. O médico disse que ela não teria mais do que uma década de vida e recomendou a bariátrica. A seguir, ela conta como a cirurgia foi o pontapé inicial para a mudança de hábitos:

"Meus pais se separaram quando eu tinha nove anos de idade. Esse foi o gatilho para eu começar a comer de forma descontrolada e a engordar. Descontava as emoções na comida, minha tristeza, ansiedade e medos

Aos 14 anos, comecei a tentar emagrecer de forma não saudável, fazia dietas, tomava remédio para inibir o apetite e ficava sem comer. Comprava laxante e diurético na farmácia e passava horas no banheiro. Ficava fraca e desmaiava com frequência. Chegava a perder 5 kg em um mês, mas depois engordava tudo de novo. Não praticava exercícios regularmente. Só ia à academia quando tinha algum objetivo, como eliminar peso para uma festa.

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Gostava de cozinhar para comer bastante. Consumia muita farinha branca, pão francês, massas, chocolate. Minhas receitas eram carregadas de creme de leite e queijos. Tomava cerveja, vinho e refrigerante. 

Sem conseguir emagrecer, parti para as cirurgias plásticas. Fiz lipoaspiração no culote, na barriga, nas pernas, nos braços, coloquei silicone, fiz abdominoplastia e lifting de mama. Também inseri o balão gástrico, mas mesmo com todos os procedimentos, não fiquei satisfeita com a minha aparência

Com esse péssimo estilo de vida, em 2013, aos 44 anos, cheguei a pesar 100 kg, com vários problemas de saúde. Tinha anemia, dor no joelho, pressão alta, colesterol alto, taquicardia, gordura no fígado e apneia do sono, ficava 22 segundos sem respirar enquanto dormia e poderia até morrer.

O médico disse que eu não teria mais do que 10 anos de vida se não perdesse peso"

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Como a questão era urgente e eu já tinha tentado de tudo para emagrecer, ele me recomendou fazer a bariátrica. Fiquei com medo e assustada, mas entendi que a operação seria o pontapé inicial para mudar e finalmente adquirir hábitos mais saudáveis. Eu me preparei por três meses com uma equipe multidisciplinar e fui para a cirurgia. 

O pós-operatório foi bem difícil. No início, voltei a me alimentar como um bebê, só tomava líquido, caldo, papinha. Em um mês do procedimento sequei 10 kg; em seis meses, 25 kg. No segundo semestre, perdi mais totalizando 40 kg. Fiz acompanhamento com o nutrólogo e fui submetida a uma rigorosa reeducação alimentar

Cortei a farinha branca, açúcar, leite e excesso de sal. Meu novo cardápio passou a incluir carne magra, brócolis, couve-flor, ovos, mandioca, arroz integral, aveia, chá, abacate, mamão e doces funcionais, sem lactose e com whey protein. Como de três em três horas e sempre levo minha marmita para os compromissos, aniversários e churrascos. 

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Após eliminar os 40 kg, fiquei com a pele flácida e comecei a fazer musculação para ganhar massa magra. Decidi participar de desafios na internet que incitavam a mudança do corpo em determinado período. O primeiro que ganhei foi o "biquíni de lacinho". Em 90 dias, defini a perna, o abdômen e conquistei alguns gominhos. Eu me senti poderosa com essa capacidade de transformar meu corpo, e fiquei participando dos desafios por um tempo.

Em 2017, me interessei por fisiculturismo, mas tinha medo de pagar mico, de ser velha, pois já estava com 47 anos. Mas meu marido, o Alexandre, me incentivou. Ele pegou a foto do primeiro desafio que venci e mandou para o presidente da Federação Mineira de Body Building perguntando se eu tinha chances de competir na área. Ele disse que eu teria se eu me preparasse adequadamente. 

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VivaBem

Contratei um personal trainer especializado em body building e um nutricionista. Na minha estreia no fisiculturismo fui campeã em minha categoria e depois subi ao pódio em diversas competições. 

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Durante a preparação para competir, intensifico os treinos que se dividem entre spinning, musculação e abdominal. A alimentação tem três etapas: o bulking, que é a fase de crescimento, na qual como muita proteína e 80 gramas de carboidrato por refeição. A segunda é o cutting, em que reduzo o carboidrato para 30 gramas por dia e aumento a carga de treino aeróbico para secar. Por último, tem a fase de desidratação. Dez dias antes do torneio, tomo 10 litros de água destilada por dia e vou diminuindo até zerar na data da prova. Ressalto que minha rotina de treino e dieta hoje é de atleta, e ninguém deve fazer isso sem orientação de especialistas. 

Passei da condição de ex-obesa para a de uma atleta porque fui construindo meu objetivo a cada dia. Foi um trabalho de formiguinha: depois da cirurgia abandonei os velhos hábitos alimentares, adquiri uma alimentação saudável, passei a dormir bem e a me exercitar regularmente.

Hoje, tenho 49 anos, peso 69 kg e meu percentual de gordura é de 18%. Eu me sinto mais jovem e bonita. Essa transformação não me deixou apenas mais magra, mas realizada como ser humano. É uma mudança de vida gratificante". 

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