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Jornal dos EUA diz que CoronaVac demonstra eficácia em teste no Brasil

O governador de São Paulo, João Doria, o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, e o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, recebem doses da CoronaVac; testes realizados no Brasil foram efetivos segundo jornal, entretanto o Butantan nega - Governo de São Paulo/Divulgação
O governador de São Paulo, João Doria, o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, e o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, recebem doses da CoronaVac; testes realizados no Brasil foram efetivos segundo jornal, entretanto o Butantan nega Imagem: Governo de São Paulo/Divulgação

Douglas Porto

De VivaBem, em São Paulo*

21/12/2020 17h57Atualizada em 22/12/2020 16h04

A CoronaVac, vacina desenvolvida em parceria pelo Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac, contra a covid-19, demonstrou ter eficácia no teste de fase 3, realizado no Brasil, conforme afirmou hoje o Wall Street Journal, periódico norte-americano.

Entretanto, o Butantan não confirma a informação e diz que só comunicará os resultados em 23 de dezembro. A entidade ainda ressalta que qualquer notícia a respeito, antes dessa data, é mera especulação.

"O Butantan mantém seu firme compromisso com a ciência, respaldado por 120 anos de serviços em favor da vida. Reiteramos que toda a imprensa será devidamente informada a respeito da taxa de eficácia da vacina, com base em dados reais", ratifica o instituto.

O Brasil foi o primeiro país a encerrar a fase final do ensaio clínico do imunizante. Depois de adiar por duas vezes o anúncio do resultado da eficácia da vacina, o Butantan prometeu mostrar o grau de eficácia nesta quarta-feira (23). Ainda dará entrada com pedido de registro da CoronaVac simultaneamente no Brasil e na China.

"O anúncio será feito no dia 23, em um horário compatível com as duas cronologias. Na China, o órgão regulatório receberá dados ao mesmo tempo em que a nossa Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também receberá esses dados. E órgão regulatório chinês poderá rapidamente dar o registro dessa vacina", elucida Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan.

O órgão, vinculado ao Governo do Estado de São Paulo, também pedirá a autorização para uso emergencial da vacina à Anvisa. Para ser aplicada, é necessário aprovação e registro da agência. O começo da imunização foi marcado pelo executivo estadual para 25 de janeiro, mesmo sem autorização federal.

Quatro imunizantes estão em teste no Brasil (CoronaVac, Pfizer/BioNTech, Janssen e Oxford/AstraZeneca), mas nenhum deles ainda foi aprovado pela Anvisa.

(Com Reuters)*

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