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Mão formigando pode ser síndrome do túnel do carpo, caso de Ana Maria Braga

Reprodução/TV Globo
Imagem: Reprodução/TV Globo

Bruna Alves

Do VivaBem, em São Paulo*

26/10/2020 13h21

A apresentadora do "Mais Você" disse durante o programa de hoje (26) que passou por uma cirurgia na mão no fim de semana para tratar a síndrome do túnel do carpo. Usando um gesso para a recuperação, Ana Maria Braga revelou que estava sentindo muita dor na mão há quase um mês.

"Senti uma dor muito forte, fiquei uns 20 dias com um formigamento. Daí fui no médico investigar e demorou um pouco para descobrir que é uma coisa com nome estranho, síndrome do carpo. Começa com um formigamento e depois a mão começa a ficar dormente e a doer", disse.

A chamada síndrome do túnel do carpo é uma neuropatia causada pela compressão do nervo mediano no canal do carpo, estrutura anatômica que dá sensibilidade para os dedos das mãos (polegar, indicador, dedo médio e a metade do anelar).

Através desse túnel rígido, além do nervo mediano, passam os tendões flexores que são revestidos pelo tecido sinovial. Qualquer situação que aumente a pressão dentro do canal, como uma inflamação por exemplo, aumenta o líquido dentro desse túnel e os tendões ficam inchados e comprimem o nervo mediano, fazendo com que ele sofra uma síndrome compressiva.

A principal causa da síndrome do túnel do carpo é a lesão por esforço repetitivo, gerada por movimentos repetitivos como digitar ou tocar instrumentos musicais. Existem também causas traumáticas, como quedas e fraturas, inflamatórias (artrite reumatoide), hormonais e medicamentosas. Tumores também estão entre as possíveis causas.

Sintomas

Os primeiros sintomas, na maioria das vezes, ocorrem à noite, e a pessoa acorda com a mão formigando bastante. Em seguida vem aquela sensação de dormência.

"Nos casos mais avançados, a pessoa perde a sensibilidade da mão e começa a deixar as coisas caírem", diz Antônio Carlos da Costa, diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão.

Em alguns casos específicos, além dos sintomas comuns, o paciente pode ter dor intensa.

Diagnóstico

Para diagnosticar a doença é preciso buscar um médico especialista, geralmente neurologista ou ortopedista. A principal forma de descobrir a síndrome é por meio do exame clínico, ou seja, aquela simples conversa com o médico em que o paciente relata os sintomas.

Para confirmar o diagnóstico é preciso realizar exames auxiliares como eletroneuromiografia, ultrassom ou ressonância magnética.

Aqui vale mencionar que pessoas que sofrem de reumatismo, hipotireoidismo, que tenham alteração hormonal, como as gestantes, e diabéticos estão mais propensos a desenvolver a síndrome. No caso das gestantes, quando o bebê nasce e os hormônios voltam ao normal, a tendência é que a síndrome desapareça.

Tratamento

Inicialmente, o paciente apenas é orientado a não ficar com o punho dobrado ou esticado demais, além de usar uma tala durante a noite, para evitar que o punho fique dobrado durante o sono. O especialista também pode receitar medicações para inflamações, dependendo da causa, e terapia da mão —uma fisioterapia própria para a mão feita por fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais especializados.

"Em caso que não melhora com nada, a cirurgia seria o tratamento definitivo. Nela, a gente descomprime o túnel, que a base é de osso e o teto é de ligamento. O nervo está sufocado, daí você abre esse ligamento para que o nervo fique mais relaxado, descomprimido", explica Costa.

De acordo com o especialista, nos casos mais leves, na primeira noite após a cirurgia os pacientes já não sentem mais nada, ou seja, a recuperação é quase imediata. "Quanto mais antiga e intensa for a compressão, mais lenta e mais incompleta vai ser a recuperação, por isso que é importante tratar numa fase inicial", alerta o especialista.

Veja algumas dicas que podem ajudar a evitar a síndrome do túnel do carpo:

  • Manter as atividades manuais, como mexer no celular e tablet, sem muito excesso;
  • Trabalhar sempre com o punho alinhado ao antebraço;
  • Manter os hormônios em dia, se possível.

*Com informações de reportagem do site de Drauzio Varella.

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