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Gordura abdominal pode aumentar risco de morte prematura, mostra estudo

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Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo*

27/09/2020 17h03

Um novo estudo publicado no periódico The BMJ mostrou que o excesso de gordura abdominal está ligado à morte precoce por qualquer causa.

De acordo com os cientistas, nas mulheres, a cada aumento de 10 centímetros na circunferência abdominal, há um acréscimo de 8% do risco de morte por qualquer tipo de doença. Já nos homens, cada aumento de 10 centímetros na circunferência eleva em 12% o risco de morte.

A boa notícia é que, segundo os pesquisadores, quem possui quadris e coxas largos tem o risco menor de morte prematura. De acordo com o estudo, a relação pode estar ligada a um efeito protetor que a gordura fornece nessas áreas, em relação aos níveis mais elevados de colesterol e açúcar no sangue.

Como o estudo foi feito

Os pesquisadores analisaram 72 estudos envolvendo mais de 2,5 milhão de pessoas que foram acompanhadas dos três aos 24 anos. Todos os trabalhos científicos analisaram as diferentes medidas ao redor da barriga.

"Nossos resultados sugerem que as medidas de gordura podem ser usadas como uma abordagem complementar, em combinação com o índice de massa corporal, para determinar o risco de morte prematura", disse um dos autores.

O que é gordura visceral

A gordura localizada na região abdominal pode não ser tão inofensiva como algumas pessoas acham. Essa protuberância é sinal de gordura visceral, tecido adiposo que se acumula entre órgãos importantes, como fígado, pâncreas e intestino, prejudicando seu funcionamento. Ela pode causar problemas de saúde tanto em pessoas que estão dentro do peso normal quanto em obesos.

Como saber se você corre risco? Pegue uma fita métrica e passe ao redor da barriga, na altura do umbigo: homens com circunferência abdominal maior que 101,5 cm e mulheres com medida acima de 89 centímetros têm excesso de gordura abdominal, mesmo que o peso corporal seja considerável saudável, segundo o Journal Of The American Association. Entretanto, esse é um resultado subjetivo e é preciso fazer uma bioimpedância ou ressonância magnética para ter noção certeira da quantidade de massa gorda do corpo.

*Com informações de matéria publica em 19/05/2019.

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