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Primeira pessoa a testar vacina para coronavírus se diz 'grata'

Jennifer Haller recebeu a primeira dose da vacina hoje pela manhã - Reprodução/MSNBC
Jennifer Haller recebeu a primeira dose da vacina hoje pela manhã Imagem: Reprodução/MSNBC

De VivaBem

17/03/2020 14h44

Jennifer Haller, a primeira pessoa no mundo a testar uma vacina para covid-19, disse estar "orgulhosa e grata" pela oportunidade de ajudar na contenção da pandemia do novo coronavírus. A moradora de Seattle, nos Estados Unidos, deu uma entrevista para o canal MSNBC após receber a vacina nesta manhã.

A voluntária de 43 anos não apresentava sintomas da doença quando recebeu a injeção, e não vai entrar em contato com o vírus em nenhuma parte do processo de testes. Na entrevista, Jennifer conta que decidiu se voluntariar porque estava se sentindo impotente diante da pandemia, e ficou feliz quando viu que o laboratório buscava voluntários:

"Todos nós nos sentimos muito impotentes, e nos perguntamos o que podemos fazer para ajudar. Fico muito feliz por ter encontrado uma forma de ajudar. Estou muito orgulhosa de mim mesma e me sinto grata pelo privilégio de fazer isso. Sou saudável, tenho um emprego que me concedeu uma folga para passar pelo processo, tenho amigos e família que me apoiam", relatou a voluntária.

Todos os dias, Jennifer deverá registrar sua temperatura e se está sentindo algum efeito colateral. Uma vez por semana, ela vai passar por uma avaliação médica, e em 4 semanas vai receber a segunda dose da vacina. No total, o estudo deve durar cerca de um ano.

Como a vacina é composta pelo RNA mensageiro do vírus e não pelo vírus em si, ela não corre o risco de contrair a doença como efeito colateral da injeção. Os riscos são os possíveis efeitos adversos de qualquer vacina, mas Jennifer disse estar disposta a enfrentar qualquer outro sintoma que apareça no processo.

Mesmo que o laboratório obtenha sucesso no estudo, outros testes são necessários para que a vacina comece a ser vendida. No melhor dos cenários, o produto deve ser disponibilizada ao público dentro de um ano, como afirmou a epidemiologista Anne Rimoin no programa:

"No momento, não podemos colocar nossas esperanças em uma vacina. Precisamos focar nossa energia no distanciamento social, para garantir que os hospitais não fiquem sobrecarregados e que todos façam a sua parte no combate ao vírus."

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