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Rafa Brites passa por cirurgia para corrigir cicatriz da cesárea; entenda

Rafa Brites revelou que passará por cirurgia para refazer cicatriz da cesárea - Reprodução/Instagram
Rafa Brites revelou que passará por cirurgia para refazer cicatriz da cesárea Imagem: Reprodução/Instagram

Danielle Sanches

Do VivaBem, em São Paulo

17/02/2020 16h04

Resumo da notícia

  • Rafa Brites revelou em seu Instagram que iria passar por uma cirurgia para corrigir a cicatriz da cesárea
  • De acordo com a apresentadora, a cicatriz provocava dor e a incomodava quando usava uma roupa mais justa, como calça jeans
  • A apresentadora provavelmente teve uma cicatriz hipertrófica, quando a pele cria uma cicatriz alta, vermelha e dolorida
  • O quadro é diferente do queloide, uma cicatrização que provoca excesso de tecido que ultrapassa o limite do corte e mais dificil de tratar
  • A cicatriz hipertrófica pode ser tratada com injeções de corticoide ou com cirurgia; neste caso, os resultados podem ser vistos após um ano

A apresentadora Rafa Brites compartilhou em diversos stories em seu Instagram que vai passar por uma cirurgia para "refazer a cesárea" —uma correção na cicatriz que o procedimento deixou em seu corpo. Ela é mãe de Rocco, hoje com três anos, filho de Felipe Andreoli.

Nas publicações, Rafa explicou que a cicatriz sempre a incomodou e ela que ela tentou diversos tratamentos para amenizar o corte, sem sucesso. Ela ainda reforçou que a decisão vai além da estética e que o procedimento também traria qualidade de vida. "A minha [cicatriz] dói. Toda vez que eu coloco calça jeans machuca. Falaram que ia melhorar, mas passaram três anos e não melhorou", contou.

Esta não é a primeira vez que a apresentadora fala sobre o assunto. Em 2018, ela contou em um artigo na revista Crescer que se incomodava com a cicatriz, dolorida, e que fazia um tratamento a base de corticoides para reverter o problema.

No artigo, Rafa explica que, após seis meses, a cicatriz ficou com um aspecto feio, alta e vermelha e a descreveu como sendo um queloide. No entanto, pela descrição da lesão, a apresentadora muito provavelmente sobre com uma cicatriz hipertrófica.

Em comum, os dois quadros têm a questão da cicatrização anormal, ou seja, a pele respondeu de forma inesperada ao corte da cesárea. Mas são problemas diferentes. "As cicatrizes hipertróficas costumam ser altas, avermelhadas e doloridas, já que formam uma fibrose logo abaixo da camada superficial da pele e se tornam duras", explica o cirurgião plástico Tiago Simão, médico do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein. "Mas ela costuma se manter dentro do limite do corte", diz.

Por outro lado, o queloide costuma ultrapassar a lesão do corte, criando uma cicatriz alta e bastante grossa. "É uma cicatriz bem feia e mais difícil de ser tratada", afirma o especialista. Esse tipo de problema pode acometer qualquer pessoa, mas, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, é mais frequente em mulheres e mais comum de aparecer em pessoas com pele mais pigmentada.

Tratamentos

A cicatriz hipertrófica se forma por conta do excesso de produção de colágeno do corpo. O problema pode ser causado tanto por uma predisposição pessoal como por uma reação ao material dos fios que são utilizados na sutura da cesárea. A cicatriz costuma regredir sozinha após alguns meses; no entanto, em alguns casos, ela se mantém alta e se torna dolorida, provocando incômodo quando é pressionada — ao usar uma calça jeans, como no exemplo de Rafa.

De acordo com o especialista, o ideal é que a mulher espere até um ano após a cesárea para ter certeza de que precisa de tratamento. "Nesse período, a pele ainda pode se modificar", explica. Quando, de fato, o problema está instalado e diagnosticado por um médico, um dos tratamentos feitos é a aplicação de corticoides para reduzir a inflamação do tecido e diminuir o inchaço. Se essa infiltração não provoca uma resposta, a opção é seguir para a cirurgia.

Refazer a cesárea?

A cirurgia de reconstrução não é a mesma coisa que "refazer a cesárea"; isso porque, na reconstrução, o corte será feito apenas na pele. "O procedimento é feito para remover o tecido da cicatriz, inclusive a fibrose que se forma abaixo da pele, e a sutura é feita com fios de materiais que costumam provocar menos reações no organismo", explica Simão.

A recuperação costuma durar entre cinco a 10 dias; nesse período, os médicos costumam recomendar o uso de pomadas específicas para auxiliar na cicatrização correta e até de um adesivo de silicone que pressiona o corte e para impedir que a cicatriz cresça demais ou se alargue.

É possível também utilizar as injeções de corticoides logo após o procedimento para impedir o excesso de produção de colágeno, garantindo o fechamento certo do corte. O resultado final pode ser visto entre seis meses a um ano.

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