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Bruno Gagliasso retira cisto da tireoide; quadro nem sempre pede cirurgia

Andreas Rentz/Equipa/Getty Images
Imagem: Andreas Rentz/Equipa/Getty Images

Giulia Granchi

Do VivaBem, em São Paulo

13/12/2019 14h01

Resumo da notícia

  • O ator Bruno Gagliasso, de 37 anos, foi internado na quinta-feira (12) no Rio de Janeiro para a retirada de um cisto na tireoide
  • A cirurgia não costuma ser indicada para cistos, que não são cancerígenos e costumam ser pequenos
  • O procedimento só é recomendado se o cisto for grande e o líquido que se forma dentro dele voltar após procedimentos de esvaziamento

O ator Bruno Gagliasso foi internado nesta quinta-feira (12) para retirar um cisto da tireoide no Hospital Copa Star, em Copacabana, no Rio de Janeiro, de acordo com a sua assessoria de imprensa.

A função da glândula tireoide é produzir os hormônios tireoidianos, que atuam em cada célula do nosso organismo, controlando a dinâmica da atividade dessas células e, em última análise, regulando o metabolismo do corpo.

Os cistos são formações anormais, não-cancerígenas, que possuem líquido. De acordo com a endocrinologista Andressa Heimbecher, médica colaboradora do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), as indicações para a retirada de cistos cirurgicamente são raras. "Geralmente, as formações têm milímetros e retiramos o líquido com uma agulha. A cirurgia só é indicada quando são maiores, a partir de dois centímetros e quando o líquido é recorrente após várias tentativas do procedimento."

De acordo com a médica, há uma possibilidade de a cirurgia ter sido por razões estéticas, devido a profissão do ator.

E se for um nódulo?

O aparecimento de nódulos na glândula também é comum e pode atingir até 68% da população adulta. Na maioria dos casos, o quadro é benigno e não indica qualquer problema de saúde. Em crianças pequenas, homens e pessoas com mais de 60 anos, os nódulos pedem uma maior atenção pelo risco de malignidade, assim como os muito duros à palpação ou que crescem aceleradamente.

"No entanto, quando há suspeita ou confirmação de que a massa indica um câncer, o paciente é encaminhado para cirurgia", aponta Renato Zilli, endocrinologista do Hospital Sírio Libanês.

Os casos de nódulos malignos têm prognósticos bons, com mortalidade extremamente baixa. "Os tumores raramente necessitam quimioterapia", explica o médico.

A cirurgia, de acordo com o especialista, é simples e requer pouco tempo de repouso aos pacientes.

Pacientes não devem se assustar com qualquer nódulo

Pesquisadores e sociedades médicas alertam para o chamado "superdiagnóstico" de câncer de tireoide em pequenos nódulos que não causariam sintomas ou morbidade alguma. Em alguns casos, o risco do tratamento acaba sendo maior do que o da própria doença e por isso, a indicação de rastreio ou punção de nódulos de tireoide são cada vez mais conservadoras.

Por meio de sistemas de estratificação de risco baseados no tamanho e nas características da massa, os médicos conseguem identificar quais pacientes necessitam um acompanhamento e investigação mais detalhada a partir de métodos de imagem ou a realização de punção, priorizando quadros nos quais os nódulos possam ser malignos.

*Com informações do blog da Cintia Cercato

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