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O que é cateterismo, que deixará Galvão fora da narração da Libertadores

O narrador Galvão Bueno teve um mal-estar na manhã desta quinta-feira - Reprodução/TV Globo
O narrador Galvão Bueno teve um mal-estar na manhã desta quinta-feira Imagem: Reprodução/TV Globo

Gabriela Ingrid

Do VivaBem, em São Paulo

21/11/2019 17h13

Galvão Bueno foi submetido a um cateterismo, na manhã desta quinta-feira (21), após passar mal em Lima, no Peru. O narrador, que estava no país para narrar a final da Libertadores, marcada para o próximo sábado (23), teve de realizar o procedimento para a desobstrução de uma artéria do coração às pressas e será substituído por Luiz Roberto.

"Todos nós desejamos ao querido Galvão uma rápida recuperação. O hospital divulgará ao término do procedimento um boletim médico", diz a nota divulgada pelo Grupo Globo.

O cateterismo tem duas funções, de acordo com Leopoldo Piegas, cardiologista do HCor. Primeiro, ele é usado como um exame, geralmente para diagnosticar doenças nas artérias coronárias. Depois, se identificada alguma lesão, o procedimento leva o stent, espécie de mola metálica que mantém as paredes da artéria abertas, até o local em que há obstrução.

"O cateterismo é como um exame de sangue, ou seja, um termo utilizado para fazermos uma avaliação interna, no caso, do coração", diz Piegas.

No procedimento, um cardiologista intervencionista faz uma pequena incisão no punho ou na virilha e insere um cateter que percorre um vaso sanguíneo até chegar ao coração. Tudo é feito com a ajuda de uma espécie de raio X, chamada fluoroscopia, uma técnica de imagem que auxilia a subida do cateter até a artéria coronária.

Ao chegar no local, o cateter injeta um contraste, que mostra a artéria por dentro. Lá, é diagnosticada a lesão. "Normalmente é uma placa de gordura que se rompe e forma um coágulo, uma trombose coronária", diz o cardiologista.

Quando essa placa é pequena, não gera sintomas, mas ao se romper, joga gordura na circulação e o organismo forma um coágulo, que pode obstruir parcial ou totalmente a artéria. "É como se explodisse e o sangue não consegue passar. Se fechar totalmente a artéria, o indivíduo tem um infarto."

Segundo Piegas, Galvão pode ter tido um infarto ou uma angina, que é aquela famosa sensação de aperto, pressão, peso ou dor no peito, causada pela redução do fluxo sanguíneo.

Em qualquer das situações, se houver lesão grave, o médico usa o mesmo procedimento (cateterismo) para desobstruir a artéria. Ele então põe um cateter especial, com um stent na ponta, e leva até o local em que há o coágulo. Esse stent fica na artéria obstruída para sempre.

Nos primeiros dias após o procedimento, é indicado que o indivíduo fique de repouso relativo. "No caso do Galvão, que ele ia transmitir uma partida dessa, com certeza não seria recomendável."

O tratamento prossegue com medicamentos e com mudanças de hábitos. "Não fumar, se exercitar, controlar peso, colesterol, hipertensão e diabetes, no caso de quem tiver alguma dessas condições, e até o estresse", diz Piegas. Segundo ele, o narrador deve sofrer com estresse, por motivos óbvios, então deve tratar o problema com medicamentos ou terapias alternativas.

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