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Por que as pessoas precisam importar sêmen? Prática cresce no Brasil

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Imagem: iStock

Priscila Carvalho

Do UOL VivaBem, em São Paulo

29/01/2019 04h00

Você já parou para pensar que é possível importar o sêmen de alguém para gerar um bebê? Pode parecer estranha, mas a prática se tornou comum no Brasil, de acordo com dados divulgados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 

Em dezembro do ano passado, o órgão mostrou que o índice de importação cresceu 97%: foram 860 procedimentos em 2017 contra 436 em 2016. 

Mas por que as pessoas estão importando sêmen? De acordo com Edson Borges, diretor da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), o aumento ocorreu justamente pela carência do Brasil em bancos de sêmen. "Enquanto lá fora um indivíduo recebe para ser doador, aqui isso não ocorre, o que dificulta o interesse em doar", diz. Nos Estados Unidos, por exemplo, cada doador de sêmen pode receber entre 60 dólares a 100 por dose de esperma.

Borges explica ainda que o processo pode levar alguns meses até que voluntário finalize a doação, dificultando a coleta. Além disso, segundo o especialista, o crescimento das mulheres solteiras querendo ser mães, também favoreceu a prática. 

Na hora da escolha do bebê, os brasileiros ainda optam por seguir um padrão ocidental. Segundo dados da Anvisa, entre 2011 e 2016, a importação de sêmen estrangeiro cresceu mais de 2500%. Entre o perfil dos doadores escolhidos, 95% eram brancos, 52% tinham olhos azuis, 64% possuíam cabelos castanhos e 27% eram loiros.

Diferenças entre Brasil e Estados Unidos

No Brasil, os bancos de sêmen trabalham com doações no qual o voluntário abre mão de direitos sobre a criança. Além disso, quem utiliza o sêmen tem acesso a cor dos cabelos, olhos, pele, tipo de sanguíneo, altura e peso.

Já nos Estados Unidos, a relação é totalmente de compra e venda. Os doadores recebem dinheiro pela doação de sêmen e quem vai receber o esperma pode ter acesso a detalhes do perfil psicológico, histórico de saúde, fotos de infância (o que não é permitido no Brasil) e quem nasce de inseminação tem o direito e pode conhecer o doador ao completar 18 anos.

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