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De pai para filho: estudo descobre como ansiedade é herdada geneticamente

Por meio de testes em macacos, os cientistas descobriram um circuito transmitido geneticamente e responsável pela ansiedade - iStock
Por meio de testes em macacos, os cientistas descobriram um circuito transmitido geneticamente e responsável pela ansiedade Imagem: iStock

Do VivaBem

01/08/2018 11h48

Pesquisadores da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, descobriram uma via cerebral herdada que aumenta o risco de ansiedade em macacos. Os autores do estudo esperam que suas descobertas ajudem pesquisas futuras sobre transtornos de ansiedade em crianças.

A ideia de que a condição fosse causada por fatores ambientais e genéticos não é uma novidade, mas quando se trata de hereditariedade, os cientistas ainda não sabem exatamente como ela é transmitida de geração em geração. Entretanto, o novo estudo, publicado no periódico Journal of Neuroscience, oferece mais informações de como a ansiedade se desenvolve, muda o cérebro e é transmitida de pais para filhos.

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Usando ressonância magnética, os pesquisadores examinaram os cérebros de centenas de macacos rhesus pré-adolescentes com vários níveis de temperamento ansioso. O foco foi especificamente em temperamentos de ansiedade extrema, um fator de risco significativo para transtornos de ansiedade e depressão em crianças humanas. Acredita-se que esse tipo de ansiedade seja cerca de 30% hereditário entre esses animais.

Examinando os resultados, os pesquisadores encontraram conexões neurais entre duas regiões da amígdala --o centro do medo do cérebro-- que estão relacionadas à ansiedade nos macacos. Por encontrarem essas conexões na maioria dos animais ansiosos, os cientistas consideraram o contingente de neurônios hereditário.

Anteriormente, os mesmos autores demonstraram alterações metabólicas associadas à ansiedade no mesmo circuito usando tomografia. Em conjunto, os dois estudos sugerem que os mesmos genes responsáveis pela conectividade do circuito recém-descoberto também estão subjacentes à ansiedade extrema.

"A forma como medimos essa alteração em macacos é muito semelhante ao método que usamos para medir esse circuito em nossos estudos de ansiedade em crianças humanas, então essa pesquisa é altamente translacional", diz o principal autor do estudo Ned Kalin.

Quanto mais os pesquisadores aprendem sobre a fisiopatologia dos transtornos de ansiedade, mais provável que os futuros tratamentos possam impedir o desenvolvimento do distúrbio. "O mais importante é que essas descobertas são altamente relevantes para crianças com ansiedade patológica, e prometem guiar o desenvolvimento de novas abordagens de tratamento", conclui Kalin.

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