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Práticas e atitudes para uma vida longa e saudável


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Brasileiro quer viver muito mas não cuida da saúde, aponta pesquisa

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Do VivaBem

13/12/2017 10h51

Apesar de não praticarem atividades físicas ou manterem uma alimentação saudável, os brasileiros desejam envelhecer com saúde e pretendem viver até 85 anos, segundo a pesquisa “Como os brasileiros encaram o envelhecimento”, um novo levantamento realizado pelo Instituto Qualibest.

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O estudo, que envolveu 703 adultos com 18 anos ou mais, ainda revelou que a maioria (92%) dos entrevistados tem medo de envelhecer e que ter problemas de saúde é o aspecto mais temido quando o assunto é maturidade. Contudo, a pesquisa também aponta que somente 43% deles praticam atividades físicas, 45% cuidam da saúde de forma preventiva e 47% têm uma alimentação saudável.

Medos e expectativas do envelhecimento

Além dos problemas de saúde, que foram mencionados por 70% dos entrevistados quando o assunto era receio em relação ao envelhecimento, outros fatores, como as limitações físicas, destacadas por 64% deles, problemas com a memória, ressaltados por 55% do público, e medo da solidão, mencionado por 45% dos participantes, também chamam a atenção.

“No Brasil há uma tendência ao narcisismo, pois os brasileiros cultuam muito a aparência, a juventude. Então, esse medo da solidão pode ser traduzido como um receio de não ser notado, de não ser visto pelo outro no fim da vida, quando já não se tem as características da juventude que a sociedade tanto valoriza”, diz a psiquiatra Rita Cecília Ferreira, do Programa da Terceira Idade do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq-USP).

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Além de doenças, brasileiros têm medo de limitações físicas e problemas com a memória
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As preocupações financeiras também foram mencionadas por 45% dos participantes. Mas, ainda que as questões econômicas assumam um papel importante quando os entrevistados são convidados a pensar sobre suas expectativas para a maturidade, envelhecer próximo aos familiares (67%) é o principal anseio do grupo. 

Relação entre gerações é bem-vinda

A convivência entre pessoas de diferentes gerações é valorizada em todas as faixas etárias investigadas pela pesquisa. Entre os mais jovens, de 18 a 29 anos, a maioria (67%) afirma que os familiares mais velhos representam uma fonte de aprendizado. Já para os que têm mais de 50 anos, o contato com as novas gerações extrapola o núcleo familiar, de modo que 63% deles costumam participar de rodas de conversa com amigos mais jovens. 

“Quando netos e avós têm a chance de envelhecer juntos, a história da família se perpetua. A criança e o jovem que convivem com um idoso, além de aprenderem com ele por meio de suas histórias de vida, provavelmente serão mais tolerantes as dificuldades do envelhecimento no futuro, pois terão estabelecido um forte vínculo”, ressalta a psiquiatra Rita Ferreira.

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