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Moderna poderá ter dados sobre eficácia de vacina para covid-19 em outubro

A segunda dose da vacina já foi aplicada em mais de 10 mil voluntários - SIPHIWE SIBEKO
A segunda dose da vacina já foi aplicada em mais de 10 mil voluntários Imagem: SIPHIWE SIBEKO

Da EFE, em Nova York

17/09/2020 18h24

O diretor executivo da farmacêutica Moderna, Stephen Bancel, afirmou hoje que no próximo mês será possível saber se a vacina que a empresa americana está desenvolvendo contra o novo coronavírus é eficaz, mas é provável que os resultados da fase final de testes só saia em novembro.

As declarações de Bancel foram feitas durante uma entrevista à emissora "CNBC" logo após a inesperada apresentação de um detalhado relatório sobre a terceira fase de testes clínicos da vacina em seres humanos, que conta com a participação de mais de 25 mil voluntários dos 30 mil requeridos.

A companhia, especializada em biotecnologia e no desenvolvimento de terapias com RNA mensageiro, também comunicou que a segunda dose da vacina já foi aplicada em 10 mil voluntários e acrescentou que está se preparando para o "potencial lançamento comercial" do produto, batizado de "mRNA-1273".

Bancel disse que o plano é ter "um retalório provisório de eficácia" em novembro, mas que tentarão acelerar o processo para poder apresentar o documento já em outubro, o que, para ele, é "improvável, mas não impossível".

"Se o número de infecções nos Estados Unidos diminuir nas próximas semanas, podemos chegar a um cenário em que a publicação só sairia em dezembro", explicou o CEO da farmacêutica.

De acordo com o dirigente, os testes foram desenvolvidos para que a comprovação da eficácia da vacina se baseie na metade dos voluntários que recebem as doses do medicamento, e não o placebo, motivo pelo qual o número de contágios é uma variável importante.

As notícias sobre a farmacêutica, fundada em 2010 e com sede em Massachusetts, fez com que suas ações na bolsa subissem cerca de 3% após um período em que se mantiveram em valores relativamente baixos devido à falta de informações sobre a terceira fase de testes da vacina contra a covid-19.

O relatório protocolar apresentado hoje, de 135 páginas, é mais cauteloso do que Bancel com relação às projeções sobre a eficácia e a segurança do produto e também sobre sua produção e distribuição em massa.

De acordo com o documento, as primeiras análises seriam feitas em dezembro e os resultados definitivos não estariam prontos antes de março de 2021.

O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu que a vacina contra a Covid-19 estaria amplamente disponível no final deste ano, mas especialistas que integram sua equipe de governo já esclareceram que será necessário esperar até 2021.

Mesmo assim, Trump declarou na quarta-feira que espera que a vacina já esteja disponível em outubro, segundo seus cálculos, poucos dias antes de 3 de novembro, data das eleições presidenciais, nas quais tentará a reeleição.

Entre as vacinas contra a covid-19 mais promissoras que estão sendo desenvolvidas atualmente se encontram a da Moderna; a da AstraZeneca, em parceria com a universidade de Oxford; e a da Pfizer, que trabalha junto com a companhia alemã BioNTech.

A AstraZeneca teve que interromper temporariamente os testes clínicos de produto porque um voluntário apresentou efeitos colaterais.

As atividades já foram retomadas, mas apenas em alguns países, entre eles o Brasil, onde a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) entendeu que não havia motivos para manter a paralisação.

A Pfizer, que utiliza uma tecnologia semelhante à da Moderna, baseada em RNA mensageiro, espera obter resultados preliminares sobre a eficácia e a segurança do produto em outubro.

A Moderna afirmou hoje que foi a primeira empresa a apresentar um relatório com protocolos tão detalhados e que eram mantidos sob sigilo por medo de prejudicar a competitividade da vacina.

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