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É importante mulheres aprenderem a pedir ajuda, diz líder do RH do Facebook

Júlia Flores

De Universa

28/09/2021 19h42

Para Mafoane Odara, líder em recursos humanos para América Latina no Facebook, seu principal desafio profissional é fortalecer e ampliar a presença de mães no mercado de trabalho. "Só 6% das mulheres no Brasil conseguem equilibrar a vida profissional com a maternidade, e isso precisa ser revertido", comentou a executiva.

Para que mulheres, principalmente as que são mães, consigam ter maior presença e melhor atuação no mercado de trabalho, uma rede de apoio é essencial. Como foi o caso de Marina Voz, fundadora da Scooto, uma empresa de atendimento humanizado ao cliente.

"Decidi empreender durante a maternidade. Por sorte, tinha mãe por perto para me ajudar a criar meu filho. Sem dúvidas, ela foi a minha primeira rede de apoio", disse a empresária durante o painel "Rede de Apoio: Criando Redes para Mulheres", a quinta e última roda de conversas da edição 2021 do Universa Talks Empreendedorismo, comandada pela colunista de Universa Brenda Fucuta.

Sororidade para fortalecer presença de empreendedoras

No livro "#Sororidade - Quando a Mulher Ajuda a Mulher", a autora Paula Roschel define a sororidade como "a capacidade de se pôr no lugar da outra, de se enxergar em outra mulher, reconhecendo nela suas próprias forças e fraquezas - mesmo entre aquelas que não estão no seu círculo de convivência".

Para a empresária Amanda Momente, cofundadora da Wondersize Moda Esportiva, essa é a máxima principal de sua empresa. "Quando comecei a empreender, me dei conta de que o universo das start ups era 100% masculino. Conheci a Rede Mulher Empreendedora e lá me dei conta da importância de uma rede de apoio. Foi principalmente através de conversa e diálogo com outras mulheres que consegui descobrir no que era boa ou não", falou Amanda.

Durante o painel, a empresária contou busca sempre o bem-estar das funcionárias da empresa, que é formada 100% por mulheres. "Acho importante direcionar os talentos. Colocar as pessoas em funções que elas são realmente boas, porque a gente sempre é ensinado na escola a estudar mais uma matéria na qual não somos boas, mas isso não faz sentido e atrapalha o andamento da companhia", disse.

Reconhecer as fraquezas

Para Marina Voz, o melhor modelo de gestão de pessoas é o horizontal. Ou seja, aquele sem hierarquias: "É um modelo em que todos nos colocamos na mesma posição, estamos dispostos a ajudar um ao outro. Se alguém precisa de algo, todo o resto da equipe se coloca a disposição para ajudar".

Mafoane, por sua vez, ressaltou também a importância não só de oferecer, como também o de pedir ajuda.

As mulheres muitas vezes colocam outras pessoas na frente delas mesmo, vão se esquecendo, esquecendo da própria felicidade, das metas. E isso é ruim: para a gente estar bem, é importante aprender a pedir ajuda.

Universa Talks 2021 reúne empreendedoras de sucesso para contar suas histórias e como chegaram lá. As convidadas falam também sobre as dificuldades em períodos de crise, falências, dívidas e como não desistir pode ser a chave para o sucesso. Acompanhe a íntegra do evento.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que aparece no vídeo, Gabriela Mendes Chaves, que aparece no painel 2, é fundadora e CEO da NoFront Empoderamento Financeiro. Além disso, a grafia correta do nome da fundadora e diretora executiva da Empoderamento Contábil, que está no painel 1, é Ludmila Hastenreiter.