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Dia da Dignidade Menstrual: 5 fatos sobre o tema que você precisa saber

No Brasil, 25% das mulheres já faltaram a escola por não poder comprar absorvente - iStock
No Brasil, 25% das mulheres já faltaram a escola por não poder comprar absorvente Imagem: iStock

De Universa

27/05/2021 15h45

Esta sexta-feira, 28 de maio, marca o Dia Internacional da Dignidade Menstrual, data criada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para chamar a atenção para um tema importante: a falta do acesso básico à higiene entre pessoas que menstruam. Também chamada de pobreza menstrual, a situação de precariedade leva a consequências como ausências recorrentes na escola e necessidade de usar jornal, papelão e miolo de pão no lugar de absorvente.

No Brasil, iniciativas têm sido criadas pela sociedade para mudar essa situação. Uma delas, em São Paulo, é da ONG Casa 1, que por meio de doações de grandes empresas e da população em geral inclui absorventes nas cestas básicas que oferecem. No país, o único estado com políticas públicas voltadas ao tema é o Rio de Janeiro, que aprovou uma lei em 2020 para também incluir absorventes em cestas básicas.

Veja, abaixo, cinco fatos sobre pobreza menstrual e sobre como impactam a vida de meninas e mulheres ao redor do mundo.

1. Uma em cada quatro brasileiras já faltou aula por não poder comprar absorvente

A estimativa da ONU é que, no mundo, uma em cada dez meninas falte aulas quando estão menstruadas por não ter produtos de higiene específicos. Segundo uma pesquisa da marca Always divulgada no começo de maio, a situação é ainda pior entre as brasileiras. Por aqui, a taxa é de uma em cada quatro garotas que já faltou a escola pelo mesmo motivo.

2. Quase 30% das garotas no país não têm acesso a produtos de higiene adequados

De acordo com uma pesquisa de 2018 da marca Sempre Livre, 22% das brasileiras de 12 a 14 anos não têm acesso aos produtos de higiene específicos para o período menstrual, número que sobe para 26% na faixa de 15 a 17 anos.

3. Pobreza menstrual aumenta chance de gravidez precoce

Segundo o Unicef (Fundo das Nações Unidas para Infância), mulheres que não têm acesso à educação menstrual nem a produtos de higiene têm mais chances de viver uma gravidez precoce, não planejada e ter complicações durante a gestação. A organização afirma que entre essa população também aumenta o risco de sofrer violência doméstica.

4. Papel higiênico, jornal e miolo de pão são usados no lugar de absorventes

Ainda segundo a pesquisa da marca Always, mulheres que não conseguem comprar absorventes dizem usar, no lugar, papel higiênico, roupas velhas e toalhas de papel. Há, ainda, relatos de uso de jornal, papelão e miolo de pão para absorver o sangramento. Mas essas opções, segundo apontam especialistas, podem ser prejudiciais à saúde feminina.

5. Falta de saneamento básico também é obstáculo para a dignidade menstrual

A pobreza menstrual não diz respeito apenas à possibilidade de compra de absorventes. Falta de água encanada e saneamento básico também entram nessa conta, uma vez que são itens mínimos de higiene e que se fazem ainda mais necessários no período da menstruação. No Brasil, o problema é grave: das 60 milhões de mulheres menstruam, segundo levantamento da ONG Girl Up com base em dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 25% — 15 milhões — não tem acesso à água tratada, segundo o Instituto Trata Brasil. E 1,5 milhão sequer moram em casa com banheiro.

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