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É fake! Ré por morte do marido, Flordelis não é líder de mulheres na Câmara

A deputada federal Flordelis                              - ABR
A deputada federal Flordelis Imagem: ABR

Camila Brandalise

De Universa

03/02/2021 14h10

Causou alvoroço nas redes sociais nesta quarta a notícia amplamente disseminada de que a deputada federal Flordelis (PSD-RJ), ré pelo assassinato do marido em 2020, foi indicada como titular da Secretaria da Mulher na Câmara dos Deputados, responsável por propostas ligadas a questões femininas, e ao estímulo à participação política.

De pronto, surgiram críticas ao fato de uma pessoa que responde a um processo ser indicada pelo novo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para ocupar esse cargo. Mas nenhuma das informações procede: ela não foi escolhida líder nem indicada por Lira.

Ser titular, nesse caso, não tem relação com cargos de liderança. Segundo a secretaria informou à reportagem de Universa, atualmente há 79 deputadas cumprindo mandato e todas elas são consideradas titulares. O posto aparece automaticamente nas respectivas páginas de cada uma hospedadas no site da Câmara.

Como explica a coordenadora-geral da bancada feminina, Professora Dorinha (DEM-TO), elas estão como titulares justamente para que as eleições dos novos nomes possam ocorrer através do sistema da casa. "Os prazos para as indicações aos cargos ainda não foram abertos. Portanto, qualquer especulação nesse sentido não procede", afirma a deputada.

Atualmente há oito lideranças no grupo: uma coordenadora-geral, três coordenadoras-adjuntas, uma procuradora e três procuradoras adjuntas. A cada dois anos, a composição é alterada com uma nova votação, e não é o presidente da Câmara que dá a palavra final.

A presidência da Câmara indica alguns nomes, e as deputadas da secretaria elegem as representantes. Ainda não foram definidas as lideranças para o biênio 2021-2022, o que deve acontecer entre fevereiro e março.

A reportagem entrou em contato com o gabinete de Flordelis, que afirmou que a deputada realmente não ocupa cargo de liderança na secretaria e nem deve concorrer ao posto.

O que faz a Secretaria da Mulher?

A secretaria existe desde 2013 e une dois órgãos da Câmara, a Procuradoria da Mulher e a Bancada Feminina. Com isso, garante a representação de uma deputada que possa defender propostas sobre mulheres no chamado Colégio de Líderes, formado por representantes dos diferentes blocos da casa que organizam a pauta das votações levadas ao plenário.

Além disso, com a procuradoria, também há um acompanhamento para garantir a participação efetiva das deputadas, acompanhar programas para aumento da representatividade e receber denúncias de discriminação ou violência de gênero contra parlamentares.

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