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'Sou minha própria referência': Menina viraliza exaltando cabelos cacheados

Garota viralizou dando uma aula de auto-estima - Reprodução/Instagram
Garota viralizou dando uma aula de auto-estima Imagem: Reprodução/Instagram

Júlia V. Kurtz

Colaboração para o UOL, em Aratiba (RS)

02/12/2020 07h43

"Sou uma inspiração para a próxima geração", diz a pequena Manuella, de sete anos. A fala é dita enquanto sua tia, a modelo Yasmin Stevam, penteia seus cabelos cacheados. Perguntada se gosta de seus cabelos, responde, com convicção: "Amo. Adoro!".

Manuella ainda dá mais uma demonstração de autoestima antes do encerramento: "E quando alguém fala que não gosta do seu cabelo, o que você diz?", pergunta a modelo. A pequena responde: "Querido, aceita, o problema é seu!". A conversa foi mostrada em um vídeo no Instagram de Yasmin no dia 29 de novembro. Desde então, recebeu mais de 24 mil curtidas e viralizou:

Este traço de personalidade sempre foi forte nela, contou a mãe de Manuella, a Universa. "Ela desde sempre foi assim, porque tem o cabelo cacheado e é gordinha. Tivemos de ensinar a ela como enfrentar os comentários das pessoas referentes ao cabelo e ao corpo", explica sua mãe, a analista administrativa Kelly Gomes de Souza, de 26 anos.

Segundo ela, os comentários sobre o cabelo da filha são frequentes. Alguns exemplos são frases como "ela é criança e sente calor, prenda o cabelo dela!" ou "muito cabelo para uma criança". Outra recomendação que recebeu foi obrigar Manuella a fazer um regime, porém uma visita ao pediatra confirmou que a filha está saudável.

Alguns casos, por outro lado, são mais sérios. "Houve comentário negativo quando chamaram o cabelo de 'bombril'. Ela, como criança esperta, entendeu que era uma ofensa", lembra Kelly.

feliz - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
Manuella, feliz com seus cabelos cacheados
Imagem: Arquivo Pessoal

Foi nesse momento que a família percebeu que precisaria conversar com ela sobre o cabelo e preconceito. "Ela precisaria ser forte, porque nem sempre seriam só elogios e, infelizmente, no mundo existem pessoas ruins que, para se sentirem bem, precisam ofender as outras com sua cor de pele, tamanho ou tipo do cabelo e do corpo", acrescenta.

Os conselhos dados à Manuella também serviram para aumentar sua autoestima. "Ensinamos a ela que ela é linda e que os comentários das pessoas são das pessoas lá fora. E que o importante é ela se amar, se aceitar e se cuidar sempre, além de saber que sua família a ama do jeito que ela é e que a apoiamos em todas as decisões", conta Souza.

Veio da mãe a conscientização de que a forma como a filha encara a questão pode influenciar outras pessoas. "Ela é a referência para geração dela, pois outras crianças que passam pelo mesmo processo, de preconceito com o corpo e o cabelo, saibam que são lindas e amadas!".

E nem todas as experiências são negativas. Uma vez, enquanto a família passeava em um shopping, várias pessoas viram Manuella e se derreteram em elogios ao seu cabelo. "Foi uma injeção de ânimo!", relembra Kelly.

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