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Terminou namoro: Cinco vezes em que Linzmeyer defendeu a causa LGBTQ+

Bruna Linzmeyer anunciou o fim do namoro com Priscila Visman - Reprodução/Instagram
Bruna Linzmeyer anunciou o fim do namoro com Priscila Visman Imagem: Reprodução/Instagram

De Universa

05/10/2019 17h59

Após uma relação de quatro anos com o ator Michel Melamed, Bruna Linzmeyer assumiu-se homossexual e engatou romance com a cineasta Kity Féo e a artista plástica Priscila Visman. Viu-se, a partir daí, alvo de agressões homofóbicas. Perdeu ainda trabalhos de publicidade, conforme ela mesma afirmou em entrevistas.

O romance com Priscila terminou na tarde deste sábado (05), mas desta relação ficaram importantes lições. Universa separou cinco momentos em que a atriz rebateu críticas e usou sua experiência para sair em defesa da causa feminista e dos direitos LGBTQ+.

"Ato político"

Ao assumir-se como uma mulher lésbica, a artista disse para a revista "Marie Claire" que a atitude era um ato político.

"Aceito estar na caixinha, se isso é importante para a luta contra a homofobia". E continuou: "Em comparação com o que rola por aí, está tranquilo. Vai nas periferias das capitais ver como é a vida das mulheres. É treta! Sou branca de olhos azuis, conhecida, e posso escolher o que fazer como atriz, num país onde a maioria não pode simplesmente trabalhar", concluiu.

"Nunca foi uma opção me esconder"

Também para a "Marie Claire", Bruna posou com as axilas não depiladas e provocou: "Não vou deixar de beijar minha namorada em público porque alguém poderia bater uma foto e isso virar notícia. Nunca foi uma opção me esconder". Ela ainda falou sobre a perda de contratos:

"Claro que perdi contratos por me assumir lésbica. E, claro que fiquei assustada, principalmente porque tinha um apartamento para pagar e meus pais não são ricos, pelo contrário. Mas não tive muita escolha. Ou me assumia e vivia a minha vida, ou tinha um câncer, tinha depressão. Adoecia", relembrou. "A minha sorte é que, por outro lado, me posicionar aproximou de mim marcas que pensam como eu, que acreditam que o exercício da liberdade é valioso", concluiu.

"Achei durante minha vida que nem era possível amar uma mulher"

Em conversa com Universa, a atriz ressalta a influência que exerce tanto por meio das redes sociais como em suas aparições públicas e televisivas. "Cada vez mais, aos pouquinhos, ao mesmo tempo em que existe uma onda de muito moralismo e violência, existe, em contrapartida, a gente com nos nossos pertencimentos e o poder de falar sobre essas coisas. E não podíamos falar há alguns anos", afirma ela, para continuar:

"Representatividade é você ter referência de coisas que pode ser e fazer. Pensar que amar uma mulher é uma possibilidade. Eu achei durante minha vida que nem era possível amar uma mulher, beijar, transar. Então acho que a minha existência transmite para as pessoas que essa é uma possibilidade real, que não há problema nenhum e a gente precisa avançar nos preconceitos. Encontrar nossa liberdade e prazer".

"Bolsonaro oprime cada vez mais lésbicas"

Após o presidente da república Jair Bolsonaro declarar que "família é homem e mulher porque está na Constituição e na Bíblia", Bruna afirmou, numa conversa com Universa:

"Sou uma mulher branca, jovem, bonita, dentro desses padrões de beleza, atriz de televisão, conhecida e, neste momento da minha vida, com dinheiro. Comigo não vai acontecer muita coisa. Estou bem privilegiada, mas, sim, tem sapatão morrendo, sendo expulsa de casa e esses discursos vêm sendo autorizados por essas autoridades".

"Medo de que?"

O primeiro relacionamento com uma mulher aconteceu quando Bruna tinha 22 anos. Foi com a cineasta Kity Féo, na época com 46. "Eu não tinha medo. A gente andava na rua, ia à praia, a um restaurante, e nunca deixava de pegar na mão, dar um beijo ou andar abraçada. E ela perguntava: 'você não tem medo?'. Era uma pergunta difícil de entender. Medo de quê? Medo de me entregar a esse amor, que eu quero muito viver? Que medo é esse?", disse ela em entrevista ao Podcastão.

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