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Mulheres protagonizam um mundo em evolução


Meninas leem melhor que meninos e isso pode afastá-las das ciências exatas

Meninas podem se afastar das exatas por diversos fatores - FreePik Images
Meninas podem se afastar das exatas por diversos fatores Imagem: FreePik Images

Da Universa

22/07/2019 11h45

Mesmo sendo igualmente boas aos meninos em matemática durante o período escolar, as garotas ainda encontram uma enorme disparidade de gênero em carreiras voltadas à área de exatas. Um estudo publicado neste mês na "Proceedings of National Academy of Sciences of the United States" (PNAS) aponta uma das possíveis causas para isso.

Os autores da pesquisa analisaram a performance escolar em matemática e leitura de 300 mil meninos e meninas de 15 anos em 64 países. Na parte de leitura, uma diferença muito grande de desempenho foi encontrada entre os gêneros.

Estudantes femininas que são boas em matemática têm muito mais chance de serem ainda melhores em leitura, em comparação aos meninos. Os resultados delas chegam a ser 80% superiores aos deles e isso, aliado a socialização de garotos e garotas, pode definir que tipo de carreira cada um vai seguir. Sabendo dessa vantagem, elas partem para os cursos de humanas, não investindo nas exatas.

As meninas costumam internalizar sua afeição à matemática por lidarem com tantos estereótipos relacionados a isso, construídos desde a infância. "Podem ser sinais sutis como um professor perguntando algo sobre um curso de exatas e sem querer chamando mais garotos do que garotas para responder", explica Erin Hogeboom, do "National Girls Collaborative Project", que encoraja meninas a buscarem carreiras nas áreas de exatas, incluindo ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

    "Raramente vemos na grande mídia mulheres sendo celebradas e premiadas por feitos na área de exatas", lamenta Erin. E mesmo quando elas escolhem uma carreira voltada para a ciência, enfrentam discriminação de gênero. Uma pesquisa de 2018 do Pew Research Center revela que 50% das mulheres que trabalham com exatas já sofreram algum tipo de preconceito ou até mesmo assédio no trabalho, em comparação a 41% das mulheres da área de humanas.

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