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Piso de madeira, laminado ou vinílico: quais as diferenças e como escolher?

Dan Brunini

Colaboração para Universa

14/05/2019 04h00

Vários fatores influenciam a escolha do piso, como durabilidade, necessidade de manutenção, estética e o ambiente em que será instalado --além do preço. A madeira natural é bem mais cara comparada a laminados e vinílicos, mas é mais bonita e valoriza o ambiente. Por isso, é importante conhecer as vantagens e desvantagens de cada material antes de escolher o seu revestimento. Vamos lá:

Pisos Laminado e Vinílico

Diferença entre os revestimentos: o piso laminado melanímico traz uma camada onde o substrato emprega materiais derivados da madeira, como aglomerado e painel de madeira de alta densidade (HDF). Ele recebe aplicação de resina melamínica e lâminas de papel decorativo, com resistência à abrasão. Já o piso vinílico reúne materiais com base de PVC (policloreto de vinila). Na camada superior, também apresenta uma estampa decorativa. Ambos vêm em réguas de diversos tamanhos, espessuras e padrões.

Os pisos laminados e vinílicos possuem menor custo em relação à madeira natural, com a vantagem de oferecerem tecnologias capazes de reproduzir cor e texturas fielmente. Há quem defenda que o laminado apresente o melhor custo-benefício, pois possui fácil instalação. Pode ser aplicado sobre a maioria dos outros revestimentos e aguenta irregularidades de até 3 mm. Está pronto para ser usado logo após a instalação e quase não gera resíduo na obra. O vinílico, embora possa ser aplicado sobre outros revestimentos, exige um preparo mais elaborado no contrapiso ou na base em que será instalado, já que, devido a sua fina espessura, revela as irregularidades sob ele.

Evite áreas molhadas: não é recomendada a instalação de laminados e vinílicos em ambientes como banheiros, cozinhas e lavanderias, pois o acúmulo de água que ficará embaixo do piso poderá causar bolor, mofo ou até infestação de insetos. Deve-se evitar derramamento de líquidos, também. Se isso acontecer, é preciso secar o piso imediatamente.

Acerte na instalação: o ideal é usar mão de obra especializada para fixar pisos laminados e vinílicos. Isso garante que todos os pontos que precisam ser avaliados e adequados antes da colocação dos pisos sejam respeitados, assegurando maior longevidade.

Dicas de manutenção: para a limpeza diária do piso laminado, a recomendação dos fabricantes é adotar aspirador de pó ou vassoura de cerdas macias. Na hora de remover manchas, há sugestões para cada problema. Graxa de sapato, vinho, café, esmalte de unha e tinta esmalte pedem detergente e álcool. Se o problema for causado por respingos de tinta látex, a limpeza com água resolve. Nos vinílicos, a limpeza exige uma vassoura com cerdas macias no sentido da textura. Também é possível usar um pano úmido bem torcido. Se necessário, vale recorrer ao detergente neutro diluído em água. Não use cera.

Principais avanços: no vinílico, a principal mudança foi na parte estética. Antigamente, era uma manta com aparência de plástico e atualmente são apresentados em réguas, imitando o piso laminado, em textura e padronagem. Já o piso laminado evoluiu com o sistema de encaixe por clique. O laminado retrata, mais do que o vinílico, o aconchego da madeira, até porque é produzido com partículas do material.

Pisos de Madeira

Por ser um material nobre, ele apresenta um visual mais natural e marcante, mas requer cuidados maiores com a manutenção. Além das diversas espécies de madeira, há também no mercado variações de tamanho, espessura e fixação, onde é importante seguir a orientação de um profissional. É importante avaliar se o piso será instalado em todos os ambientes, se há risco de contato com água e como será o tráfego --tudo para que o revestimento seja protegido com a resina correta. Outro fator que deve ser levado em consideração é o tempo para instalação do piso de madeira, que é bem maior do que os demais revestimentos, pois exige impermeabilização, entre outros itens.

Laminado x Madeira: resumidamente, o piso laminado, opção industrializada que tem como base a madeira processada, é muito fácil de colocar e limpar. Já os revestimentos de madeira maciça e os tacos exigem diversos cuidados na instalação e manutenção, como rejunte, cera e resina. Mas são clássicos de alto padrão e apresentam a beleza das imperfeições. A sensação de aconchego da madeira é mais um diferencial evidenciado por arquitetos e designers de interiores. Embora o laminado seja uma excelente alternativa, a madeira é bem mais durável e sofisticada.

Madeira nova ou reformada: dentro de casa, pode-se optar por qualquer madeira disponível em assoalho, taco ou pisos prontos. Mas, em geral, as espécies claras, como amêndola, perobinha e tauari, têm menor dureza e amassam com mais facilidade. As escuras, como ipê, cumaru e sucupira, são mais duras. Só um especialista pode avaliar o revestimento existente e se valerá a pena reformar a madeira. Leva-se em conta a espessura do piso e se ainda vale a raspagem. Peças soltas podem indicar problema na instalação anterior ou infiltração. Pisos bem cuidados tendem a durar de três a quatro raspagens.

Pisos mais comuns: há os tacos tradicionais (7 x 42 cm e 10 x 40 cm) e os palitos (3,3 x 42 cm). As réguas compridas com encaixe macho-e-fêmea (entre 30 cm e 5 m) dão forma aos assoalhos. Há ainda o piso pronto envernizado, com vários tipos e composições.

Cuidados com o contrapiso: fixar a madeira sobre uma base despreparada é um dos principais problemas apontados por especificadores e fabricantes. Por isso, cuidar do contrapiso, protegendo-o principalmente da umidade, é essencial. Ele precisa estar bem nivelado, seco e firme para que o revestimento de madeira não se solte com o tempo.

Proteção garantida: os produtos recomendados para preservar a madeira são os vernizes à base de água, que tornam a superfície mais natural, acompanhando a movimentação do material e impedindo tricas. O tempo de reaplicação dependerá do cuidado e do uso diário.

De olho na manutenção: no dia a dia, todos os pisos de madeira pedem apenas o uso de aspirador e pano umedecido em algum produto à base de água. Melhor evitar os abrasivos, caso de tiner, álcool e removedor. Para manter o material sempre vistoso, outros cuidados são bem-vindos, como incluir proteção nos pés dos móveis e evitar cadeiras com rodízios, evitando riscos.

FONTES: arquitetas Elaine Faustino, Cristiane Schiavoni, Ieda Korman e as empresas Eucatex, Duratex, RB Pisos e First Floor.

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