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No mar, na cerveja... mulheres relatam pedidos de casamento criativos

Claudia Dias

Colaboração para a Universa

16/02/2019 04h00

Pedidos de casamentos são sempre especiais, transbordando emoção e juras de amor. Mas algumas vezes o convite para o próximo passo da relação vem acompanhado de uma dose bem generosa de surpresas - e criatividade, diga-se. 

Ou se revelam, no mínimo, situações que vão render histórias para várias gerações. Cinco mulheres nos contam como foram surpreendidas no "Quer casar comigo?"

Pedido embaixo d'água

Flavia teve um pedido embaixo d'água - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
Flavia teve um pedido embaixo d'água
Imagem: Arquivo Pessoal

 Flávia Tartarella, assessora de imprensa de 34 anos, namorava o engenheiro Philippe Carlos Akkari, 32, há cerca de três anos, quando em 2015 visitaram Fernando de Noronha, o lugar mais especial do mundo para Flávia, que pratica mergulho há mais de 12 anos. Para a surpresa, Philippe contou com a cumplicidade de um casal amigo. A certo ponto, durante o mergulho entre a turma, Phillipe chamou a atenção da namorada e começou a apresentar uma sequência de sete frases fofas em plaquinhas -- sempre que acabasse de ler, Flávia deveria fazer sinal de "ok", sinal de comunicação entre os mergulhadores. A última das frases era, obviamente, "Quer casar comigo?". Também tinha aliança (de bijuteria), véu e buquê. Teve até a tradicional "chuva de arroz" embaixo d'água, com areia. "Pensava que Noronha seria o lugar ideal para um pedido, mas não imaginei que seria desta forma. Foi lindo e bem inesperado. Assim que ele pediu, puxei o respirador dele e dei um beijo. Como ele não previa, ficou sem ar e, depois de uns segundos, teve que me 'empurrar' para poder respirar", relata a noiva. Como estava tudo planejadinho, de volta ao barco, Flávia se deparou com novas surpresas: espumante para o brinde, o anel verdadeiro e mais pedido de casamento, na forma tradicional, com Philippe ajoelhado. O casamento aconteceu em 2017.

A surpresa no meio da cavalgada

Taty ouviu a fras durante o passeio a cavalo - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
Taty ouviu a pergunta durante o passeio a cavalo
Imagem: Arquivo Pessoal

Em 12 de junho de 2015, o engenheiro mecânico Maycow Vinicius de Souza, 27 anos, convidou a namorada, a esteticista Thayse Vidal Lopes de Souza, 26, para cavalgarem juntos na chácara dele. A comemoração do Dia dos Namorados seria diferente, conforme ele a avisou. Antes de saírem para o passeio, Maycow deu a Taty uma cartinha avisando sobre uma caça ao tesouro. A primeira pista estaria no pé de bananeira em que eles deram o primeiro beijo, 8 anos antes, em um passeio similar. As pistas foram aparecendo, sempre com declarações, trechos de músicas especiais até alcançarem o ponto final, uma árvore onde eles tinham entalhado as iniciais vários anos antes. Não era só: havia um piquenique preparado na beira da estrada (pela mãe do noivo), com balões em forma de coração, flores e o último bilhetinho preso no tronco da árvore, logo abaixo das iniciais (além do fotógrafo, à espreita). O pedido, de joelho e tudo mais, veio em seguida. "Eu nem esperava, mas ele superou todas as expectativas", garante a noiva. "Queria algo que fosse nossa cara e, desde o início, tive a ideia de ser durante um passeio, algo que a gente sempre fazia. Percorremos o trajeto como no nosso primeiro encontro, dando pistas de lugares que marcaram nossa história e ela precisava lembrar onde era", relata o marido. O casamento aconteceu em dezembro de 2016 e agora eles aguardam a chegada da primeira filha. 

Uma garrafa especial

O pedido de Tábata veio na garrafa de cerveja - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
O pedido de Tábata veio na garrafa de cerveja
Imagem: Arquivo Pessoal

A cerveja é uma das paixões divididas por Tábata Cury, estudante, 37 anos, e André Batista, designer de 33 anos, casados há cerca de 7 anos. Nada mais óbvio, então, que o pedido acontecesse em cenário que tem tudo a ver com os dois: uma cervejaria. Desde sempre, Tábata deixou claro para André e a família que não queria se casar de forma tradicional, com vestido, igreja e todo o combo. Em agosto de 2011, com 6 anos de namoro e já procurando casa para morarem juntos, eles embarcaram rumo à Europa. Como cervejeiros que são, em Amsterdam, na Holanda, incluíram tour numa antiga fábrica de cerveja. Numa das últimas etapas do passeio, os visitantes podem grafar o nome numa garrafa da marca. Tábata fez sua parte e esperou por André, que demorou para finalizar a tarefa. Vi que ele estava apreensivo, o que não faz o tipo dele, e insisti para ver o que dizia. Aí ele disse: 'Não era pra ser assim' e me mostrou a garrafa onde estava escrito 'Casa comigo?' no meio da loja". A primeira ideia era organizar uma ação ali na fábrica mesmo. Chegou a procurar a empresa, mas não obteve retorno. "Então pensei em irmos a um lugar legal para jantar. Não iria ajoelhar, mas pediria para o garçom trazer a garrafa. Mas acabou sendo ali na fábrica mesmo", lembra-se.

Depois de um pesadelo, o "sim"

Era madrugada avançada de outubro passado quando a advogada Aretuza de Lara Santos, 43, foi acordada pelo namorado, o também advogado Carlos Eduardo Perussi, 43. "Tivemos uma longa discussão no final daquela noite, em que foram aparadas diversas arestas e culminou com um sono agitado e pesadelos. Acordei com uma certeza no meu coração, de que queria pedi-la em casamento. Não quis esperar nem um segundo", relata ele. Surpreendida duplamente, a resposta veio na sequência. Durante o café, na manhã seguinte, o pedido e o "sim" foram confirmados. "Confesso que isso me gerou um frio na barriga por alguns dias. Temos inúmeras afinidades e certeza do que queremos, mas não esperava a iniciativa do Carlos tão cedo", comenta Aretuza. Os dois estão juntos há 9 meses e desde as primeiras fases do namoro falavam em oficializar a relação. As famílias foram avisadas no mês seguinte e as alianças, entregues em uma noite mais solene e especial, só entre os dois. O casamento está marcado para outubro, numa cerimônia íntima, na praia.

A rosa e o mar

Beatriz foi pedida em casamento em uma viagem para João Pessoa - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
Beatriz foi pedida em casamento em uma viagem para João Pessoa
Imagem: Arquivo Pessoal

Quem experimenta um daqueles encontros ao acaso da vida tem mais chances de colecionar boas histórias para contar. Beatriz Bevilaqua, 30 anos, comunicadora de startups, conheceu o cinegrafista russo Stanislav Efimov, 21, na recepção de um hostel em São Paulo, onde os dois estavam hospedados no meio do ano passado. A conexão foi instantânea, bem como o namoro. Em dezembro, com seis meses de namoro, ele foi realizar um trabalho em João Pessoa, na Paraíba, e ela o acompanhou - a partir de lá, aproveitariam para conhecer a região. Na praia de Coqueirinhos, em Conde, enquanto Beatriz relaxava no mar calminho, calminho, viu Stanislav se aproximando com uma rosa vermelha na mão. Disse ele que havia encontrado ali perto. Era mentira, é claro! A flor artificial abrigava a aliança. "Foi uma baita surpresa e felicidade. Fiquei muito emocionada quando vi o anel e quando ele disse: 'Eu poderia esperar anos para pedir a sua mão em casamento, mas já sinto que você é a mulher da minha vida e quero fazer você muito feliz'", lembra-se Beatriz. Stanislav revela que já tinha decidido pedir a mão da namorada, só não sabia em que circunstância. "Sabia que a gente estaria em lugares bonitos e acreditei que sentiria o melhor momento. Aquela praia me impressionou e me inspirou", diz o noivo. De volta à areia, fizeram questão de registrar o pedido com ajuda de outros turistas.

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