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Expectativa X realidade: esqueça 6 mitos do amor para fazer a fila andar

Para viver realmente um amor, é bom se desapegar do relacionamento idealizado - Getty Images
Para viver realmente um amor, é bom se desapegar do relacionamento idealizado Imagem: Getty Images

Heloísa Noronha

Colaboração com o UOL

23/09/2017 04h00

Todo mundo já teve um conceito idealizado do amor e de como seria o relacionamento ideal. É claro que um pouco de romantismo e fantasia não faz mal a ninguém --pelo contrário, até ajuda a lidar com os perrengues da vida. Porém, para viver uma relação saudável e verdadeira, é bom se desapegar de algumas expectativas, como as listadas a seguir:

Alma gêmea

Expectativa: existe por aí uma alma gêmea que vai me completar.
Realidade: Não existe alguém feito sob medida para nós, que se encaixe direitinho nos nossos desejos e necessidades. É preciso aceitar que o outro não faz parte de você, trata-se de outra pessoa com nuances e particularidades.

Esperar pelo par perfeito

Expectativa: um dia vou encontrar a pessoa perfeita e iremos nos apaixonar loucamente.
Realidade: Ninguém é perfeito, nem você. Um relacionamento saudável e feliz depende da tolerância e da aceitação das limitações do par. A idealização do outro só leva a perda de oportunidades ou frustrações.

Filhos no relacionamento

Expectativa: ter um filho vai nos unir ainda mais.
Realidade: isso só vai acontecer se vocês já forem unidos o bastante para suportar uma mudança drástica e definitiva na vida. Se o casal não for maduro ou não tiver uma ideia bem realista sobre o que é cuidar de uma criança, a chegada de um bebê vai tumultuar a relação e pode até afastar os dois.

Dedicação total a você

Expectativa: viveremos um para o outro, como se fossemos um só.
Realidade: Família, amigos, trabalho, hobbies, preocupações... Tudo isso não pode ficar de lado, pois isso acabará com o interesse de um pelo o outro. Muitas coisas precisam ser gerenciadas individualmente, tomando boa parte do tempo. É preciso balancear essa divisão para garantir a individualidade de cada um, a tranquilidade e a felicidade do casal.

Casal que não briga

Expectativa: não brigaremos como os outros casais.
Realidade: Todo relacionamento tem altos e baixos. Desentendimentos entre pessoas diferentes são normais e não importa tanto a frequência com que isso ocorra, mas a forma como se lida com a situação quando isso ocorre. Nem sempre casais que não brigam são equilibrados. Evitar conflito a todo custo significa, em muitos casos, falta de sintonia e comunicação.

Tudo pela conquista

Expectativa: quanto mais difícil uma conquista, mais prazer ela trará.
Realidade: essa é uma crença muito difundida por novelas e romances. Na vida real, ninguém precisa nem deve assumir papéis de mocinhos e mocinhas que passam por mil e um sofrimentos e desencontros antes do final feliz. O amor não precisa ser tumultuado nem complicado para ser incrível. 

Ciúme como prova de amor

Expectativa: quem não tem ciúmes não valoriza o par.
Realidade: o sentimento não é sinônimo de amor. Em excesso, é sinal de insegurança, possessão, necessidade de controle e pode gerar muitas brigas no relacionamento. O casal pode, sim, se amar muito e ter plena confiança um no outro.

Amor para todo o sempre

Expectativa: encontrar um amor que dure para sempre.
Realidade: as coisas mudam, as pessoas evoluem. Amor é uma conquista diária. Ninguém conquista ninguém definitivamente. É preciso investir no amor. Como? Prestando a atenção às necessidades do outro, batalhando para ter momentos legais, procurando ter um sexo prazeroso, contornando as dificuldades. O amor muda e vai se reciclando.

O amor verdadeiro

Expectativa: só se ama de verdade uma vez.
Realidade: você pode amar muito uma pessoa por muito tempo, de maneira intensa. E como não achar que um casamento que durou vinte anos, por exemplo, não é uma relação que deu certo por um tempo? Alguns relacionamentos são tão profundos que, quando acabam, deixam a impressão de que nada jamais vai superá-los. Talvez não supere, mesmo, em algum quesito. Mas a vida sempre se renova e, de acordo com a fase dela, um outro tipo de pessoa pode despertar o interesse e o encantamento. E aí homens e mulheres se apaixonam de novo

FONTES: Adelsa Cunha, psicóloga e coautora do livro “Por todas as formas do amor” (Ed. Ágora); Luciano Passianotto, psicoterapeuta e terapeuta de casais, de São Paulo (SP), e Yuri Busin, psicólogo e diretor do CASME (Centro de Atenção à Saúde Mental Equilíbrio), de São Paulo (SP)