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Fabi Gomes

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Melasma, seu puto! Tecnologia, sua linda!

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Imagem: Getty Images
Fabiana Gomes

Fabi Gomes é maquiadora e bonne vivante ? gosta de das coisas boas da vida, como artes, literatura, sexo, cinema, culinária, viagens. Está sempre atenta ao poder transformador e aos rumos da beleza.

Colunista de Universa

03/03/2021 04h00

Quem tem melasma sabe a treta que é. Não sabe o que é melasma? São aquelas manchas castanhas que brotam sem mais nem menos, normalmente no rosto e nas áreas expostas ao sol. Na real, não é bem sem mais nem menos.

Trocando em miúdos, essas manchas são o acúmulo de melanina (um pigmento que dá cor à nossa pele) nessas regiões do corpo. Daí você pergunta pro melasma: "como o senhor veio parar aqui?". E aí ele vai responder que surge em função de alguns gatilhos, como exposição excessiva ao sol, causas hormonais ligadas à gravidez, uso de hormônios, predisposição genética, além de algumas doenças como as hepatopatias.

Claro que algo tão desagradável não viria de forma simples. Existe mais de um tipo de melasma. São eles: epidérmico, dérmico, e misto. Cada um atinge níveis diferentes da pele. Se você é vítima dessa disfunção de pele e quer saber mais sobre o seu tipo de melasma e como tratar, a recomendação é sempre procurar um especialista da área médica, neste caso, um dermatologista.

Mas, não, eu não vim aqui dar aula sobre melasma ou qualquer outra questão de pele. Até porque não tenho as credenciais necessárias para tanto. Falo do assunto como legítima interessada, uma vez que, logo após a minha segunda gestação, fui contemplada com esse... como eu poderia chamá-lo? Capricho da pele, essa prova da potência do organismo e da nossa proporcional impotência.

Entenda o golpe - o melasma não tem cura (com exceção do epidérmico em alguns casos). Você pode obter resultados maravilhosos com tratamentos, e é de deles que quero falar, mas basicamente, é uma vida de manutenção.

"Ah, então, se eu me proteger do sol, eu já arraso e, se tiver com o melasma controlado, fica tudo bem?" Não, linda, não é bem assim, não. Até o calor pode ativar a produção de melanina, logo, a reativação ou reaparecimento do melasma. Há casos documentados de pessoas com manchas oriundas até do calor do forno de cozinha!

Além do calor, a luz azul, essa mesma a qual a gente se expõe o tempo todo - a luz dos nossos inseparáveis devices: celulares, computadores e tablets - também pode afetar a pele. E não é só, pessoal. O estresse, alguns medicamentos e até alimentos, podem agravar os quadros de melasma.

"Então, você veio aqui hoje tacar o terror, Fabi?" Bem ao contrário, vim dar o meu testemunho em favor da tecnologia e da ciência. Minha pele mudou da água para o vinho, quando comparada com quando comecei o tratamento quase dez anos atrás. E não apenas em relação ao melasma, mas também quanto à textura, elasticidade e tônus.

Enfim, a saúde geral e aspecto da minha pele são infinitamente superiores hoje. E, veja, temos aí dez anos a mais na cronologia da pele. Ainda assim, a aparência e saúde estão visivelmente melhores atualmente.

Tudo isso graça a uma rotina seguida com "alguma disciplina" e aos tratamentos recomendados por minha médica dermatologista, Dra. Carla Vidal. Digo "alguma disciplina" porque não me tornei refém das condições da minha pele. Vou à praia, piscina, cachoeira e dou rolê normalmente. Seguindo todos os cuidados e recomendações da doutora, claro.

Quanto mais melanina, mais desafiador o tratamento

Minha gente, pra encerrar, tem mais um lancezinho em relação ao meu "causo". Tenho pele morena. Quanto mais melanina, mais desafiador se torna o tratamento do melasma. Nem todos os cuidados e substâncias disponíveis são recomendados para meu caso.

Tem uma rajada de gente por aí prescrevendo hidroquinona como a grande salvadora do melasma. Mas, adivinha? Ela pode até piorar o quadro e ainda provocar manchas brancas na pele. Procedimentos e lasers em geral devem ser usados com prudência e sob a supervisão vigilante do dermatologista. Basicamente, trato minha pele como uma pele sensível. Procedimentos muito ablativos ou agressivos passam longe do meu protocolo.

"Escuta, você não ía falar de tecnologia? Até agora tá parecendo apenas um diário de pele da Fabi." Agora mesmo entro nisso.

Tem uma maravilha tecnológica que ajuda demais a tratar meu melasma: o Q-Switched. Além de ser seguro para o tratamento do melasma nas minhas condições de pele, tem como maravilhoso "efeito colateral" o estímulo à produção de colágeno. O melhor ganha-ganha pra minha pele. Com diferente ponteiras, cada uma atingindo diferentes níveis de profundidade na pele, ele trata desde as manchas mais superficiais até as mais profundas.

"Que maravilha, hein, Fabi? Então, você vai lá, faz o laser e arrasa. Só relaxa depois." Não, não, bonitinhas. A rotina a qual eu me referia inclui aplicação de diferentes cremes, de acordo com o que a pele precisa naquele momento e estação do ano. Faço ainda uso de uma máscara com uma substância queridinha no tratamento ao melasma, a cisteamina, que possui alto teor antioxidante.

E essa uso seguindo à risca as orientações da médica, já que, sim, ela pode dar ruim em concentrações erradas ou frequência maior do que sua pele pode suportar.

E o tratamento não para por aí. Faço ingestão de suplementação focada no tratamento ao melasma. São cápsulas com um blend de substâncias feitas sob medida para meu caso, que têm como grande estrela Oli Ola, outra substância heroína no tratamento dessa condição.

Bastante coisa, né? É mesmo, mas faço com gosto. Fico muito feliz quando vejo as fotos do antes e depois da minha pele no consultório. São fotos feitas num equipamento especial, que registra praticamente a tua alma. Ele consegue inclusive identificar as manchas que estão mais profundas e ainda nem se revelaram, além de fazer a leitura dos vasos da pele.

Entre panicar e me tornar refém

Como disse antes, tento não panicar demais e também não me tornar refém da minha pele. Sigo as recomendações médicas, mas não deixo de curtir. Lembro quando fui pra Chapada dos Veadeiros ano passado e, bem alheia e esquecidinha das tais recomendações, acabei me entregando pras cachoeiras sem reaplicar o protetor solar sempre que saia da água. Resultado? Meio que voltei umas três casas no jogo da pele.

Mas, se a pele não tivesse cuidada, seria melasma sobre melasma, com juros e correção monetária. Então, eu volto quieta, escuto as broncas da médica, faço o que precisa e recupero a pele dos danos e desaforos sofridos em mais ou menos um mês e meio.

Salve a tecnologia dos lasers sensacionais e substâncias inovadoras que ajudam a gente a continuar curtindo a vida, mantendo a saúde e beleza da pele. Não é publi, viu, gente? É só o desejo de compartilhar algo que pode afetar muito a autoestima, (a minha pelo menos afeta) e mostrar que tem uma luz no final desse túnel.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL