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Ana Paula Xongani

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Era sol que me faltava: como a luz natural ajuda a combater a depressão

"Após tanto tempo trancados, pela primeira vez entendemos o impacto da falta de sol na saúde mental das pessoas" - iStock
'Após tanto tempo trancados, pela primeira vez entendemos o impacto da falta de sol na saúde mental das pessoas' Imagem: iStock
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Ana Paula Xongani

Ana Paula Xongani é multiempresária: no Ateliê Xongani, de moda afro-brasileira, e também na empresa que leve o seu nome, de criação de conteúdo. Apresenta o programa Se Essa Roupa Fosse Minha, no GNT, sobre moda consciente. Fala com leveza e responsabilidade sobre temas sempre importantes para que todo mundo junto construa um mundo mais justo e acolhedor para todos, especialmente para as mulheres pretas. Ativismo afetivo, como costuma dizer.

Colunista do UOL

17/11/2021 04h00

Tenho visto algumas pessoas postando fotos ao sol nas minhas redes sociais. "Era sol que me faltava", "era sol que eu precisava", dizem as legendas. Fiquei aqui pensando na minha própria relação com o sol.

Quase dois anos de pandemia e, no caso daqueles que puderam fazer, parte de uma vida em isolamento social. Nesse período, quantas vezes fomos impedidas de estar próximas ao sol? Arrisco a dizer que não teve nenhum momento, pelo menos na vida dessa geração, que ficamos tão distantes dessa luz natural. Talvez o fato de estarmos dentro de casa fez com que ficássemos mais atentas a isso.

Eu, sempre que possível, corria para a janela em momentos específicos para tomar sol. Normalmente quando eu queria um acolhimento, um calorzinho, mas também uma reenergização e um respiro.

Fico pensando no quanto a nossa relação com a luz natural do sol pode ter mudado durante esse período de isolamento. Talvez pela primeira vez tenhamos entendido algumas coisas que a gente lê por aí, sobre o impacto da falta de sol na saúde mental das pessoas. Os índices maiores de depressão, por exemplo, ocorrem em países de céu mais fechado.

Amarelo é a cor mais quente

De forma prática, o sol também tem duas coisas que eu gosto muito. Uma delas é a cor amarela, a minha preferida. Uma cor quente, viva, pra fora. Acho bonita toda ideia "solar", subjetivamente falando. A outra é a acessibilidade. Quando a gente tá chateada e precisa de um respiro e de uma energizada, toma um solzinho no rosto. É um contato com a natureza acessível, né?

Nem sempre temos tempo para isso. Às vezes as estruturas sociais e o momento que a gente vive anestesiam um pouco e nos impedem de observar e estar sensível ao contato com a natureza.

Quando é possível transcender isso, tomar sol é simples. Mais fácil do que ir para a praia, mais fácil do que ir para o campo é fazer uma viagem nas redondezas para se aproximar do sol. O sol tá sempre aqui, sabe?

Como você se relaciona com a luz do sol no seu dia a dia? Ela é possível pra você? Não é? Como isso te impacta? Conta pra mim aqui nos comentários?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL