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Cientistas acompanham extinção de espécie mexicana, só 7 foram encontradas

Do UOL, em São Paulo

16/05/2014 07h00Atualizada em 04/05/2015 14h04

Uma espécie de salamandra que já foi reverenciada como divindade pelos astecas está em vias de extinção. Em uma expedição pelos antigos canais astecas que compõem seu habitat natural, cientistas da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) encontraram apenas sete axolotes; em 1998, havia seis mil por quilômetro quadrado.

Antes de os humanos ocuparem o vasto pântano que hoje corresponde à cidade do México, o axolote já vivia em alguns lagos lamacentos na região. Era um animal despretensioso, mas peculiar: uma espécie de salamandra cor-de-lama que, ao contrário da maior parte dos anfíbios, conservava o formato de larva mesmo depois de adulta, respirando por brânquias salientes na cabeça.

Quando os astecas chegaram e construíram na região um labirinto de ilhas artificiais, dividindo os lagos em uma complexa rede de canais para abastecer a cidade, contribuíram para aumentar exponencialmente o habitat do axolote. Em pouco tempo, as estranhas salamandras estavam em toda parte e até um deus em forma de axolote fazia parte do panteão asteca.

Seiscentos anos mais tarde, os canais da cidade do México já estavam destruídos, o que também acabou com a espécie. Atualmente, os únicos canais restantes, localizados no sul do distrito de Xochimilco estão poluídos e saturados com criações de carpa e tilápia, que comem os ovos de axolotes e as plantas aquáticas que caracterizavam seu meio natural. Pelos últimos seis meses, cientistas da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) estâo limpando esses canais, à procura dos últimos espécimes dos axolotes.

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